Citi, Fibra e Fitch revisam projeções e apontam quedas maiores do PIB

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/iStockphoto

Três importantes instituições financeiras revisaram, para pior, as projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2020.

Citi Brasil, Fitch e o banco Fibra analisaram o cenário atual causado pela pandemia de coronavírus e apontaram que a retração da economia pode chegar a até 6% neste ano.

Segundo o jornal Valor Econômico, a projeção do Banco Fibra, que inicialmente era de uma queda de 2,5% no período, agora é a pior entre as três, batendo na casa dos 6 pontos percentuais negativos.

De acordo com o relatório assinado pelos economistas Cristiano Oliveira e Ágila Cunha, a esperança do banco é de ver um retorno gradual em junho, mas com a normalização da economia somente entre agosto e setembro.

O Fibra projeta que, em 2021, a economia pode apresentar um crescimento de 2,3%, similar ao já previsto pelo último Boletim Focus, há alguns dias.

Fitch e Citi Brasil

Apesar de menos pessimista do que a análise do Banco Fibra, os cenários projetados pela Fitch e pelo Citi Brasil também são nebulosos para a economia brasileira em 2020.

Os economistas do Citi Brasil, que antes projetavam uma retração de 1,7% no PIB do País, agora acreditam que os números fechem 2020 na casa dos 4,5% negativos.

“A perda de empregos, a menor confiança e o colapso das exportações adicionam à equação um choque negativo na demanda. Quando combinados, esses dois efeitos implicam em uma deterioração sem precedentes da atividade econômica, desencadeando ajuste em nossa previsão de crescimento”, pontuaram os economistas Leonardo Porto e Paulo Lopes, em relatório enviado aos clientes.

O relatório da Fitch é o “menos pessimista” entre as três instituições financeiras consultadas pela reportagem do Valor Econômico.

Segundo a agência de classificação de risco, o PIB brasileiro, antes projetado para ter queda de 2% neste ano, agora deverá retrair quatro pontos percentuais.

“Com China e Índia provavelmente com crescimento inferior a 1% neste ano, agora esperamos contração dos países emergentes em 2020 (-0,5%), um acontecimento sem precedentes desde pelo menos a década de 1980”, diz o relatório da Fitch.

Em entrevista para Rosana Hessel, do jornal Correio Brasiliense, Brian Coulton, economista-chefe da Fitch Ratings, classificou a recessão global como “sem precedentes no período pós-guerra”.

“Isso é duas vezes maior que o declínio previsto em nossa atualização relatório no início de abril e seria duas vezes mais severo que a recessão de 2009”, comparou.

Perdas de US$ 4,5 trilhões

Brian Coulton fez uma “conta rápida” para calcular o prejuízo que a pandemia de coronavírus causará ao PIB nacional em 2020.

Segundo o economista-chefe da Fitch Ratings, o declínio de 4% no ano é equivalente a uma perda de US$ 2,8 trilhões nos níveis de renda global em relação a 2019, e a uma queda de US$ 4,5 trilhões em relação às nossas expectativas pré-vírus em relação ao PIB global em 2020.

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