PIB brasileiro deve crescer 3,5% em 2021, aponta UBS

Felipe Moreira
Editor na EuQueroInvestir, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional.
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Crédito: Reprodução/iStockphoto

O UBS afirma que o crescimento do PIB do Brasil dependerá principalmente da consolidação fiscal por meio de avanços de reformas e cumprimento do teto de gastos, o que reduziria os prêmios de risco. Dessa forma, o banco projeta o PIB de 2020 em -4,2% e de 2021 em +3,5%.

As previsões são ligeiramente melhores que as do Ministério da Economia. O governo trabalha com uma retração de 4,5% em 2020 e um avanço de 3,2% em 2021.

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Já o mercado financeiro, segundo o Boletim Focus, estima queda de 4,55% neste ano e alta de 3,40% para o próximo.

O IBGE publicará o PIB do terceiro trimestre na próxima quinta-feira (3). Para esse período, a expectativa do UBS é de alta de 9,5% em relação ao segundo trimestre e queda de 3,1% em relação ao mesmo período de 2019. 

No primeiro semestre, a economia contraiu 11,9%. A recuperação desde então foi rápida, mas desequilibrada, segundo o banco, que atribui esse fator à expansão fiscal de cerca de 8,3 pontos percentuais do PIB.

Desde o início da pandemia, o emprego caiu 12,8% ano a ano e os serviços caíram 7,2%. No entanto, o PIB da indústria aumentou 3,4% e o varejo 7,3%. 

Os estímulos governamentais devem desaparecer até dezembro. Isso, segundo o UBS, resultará em um provável reequilíbrio do crescimento setorial em favor de não comercializáveis, enquanto o varejo pode recuar um pouco no início de 2021.

Colômbia: desemprego e inflação 

O UBS também fez diversas previsões para outros países da América do Sul. Sobre o desemprego na Colômbia, a expecativa do banco é de uma taxa de 15% em outubro, evidenciando a recuperação gradual do mercado de trabalho.

Além disso, o banco estima inflação do IPC para o mesmo mês em 0,07% ao mês. Com este número, a inflação de 12 meses será de de 1,7%.

Prévia do Peru: inflação do IPC

O banco projeta que o CPI de outubro fique estável (0% mês a mês). Assim, a inflação de 12 meses deve ficar em 1,6%.

Economia do Chile deve recuar 6% 

O UBS estima que o indicador de atividade econômica mensal de outubro apresente um crescimento anual de 0,6%, o primeiro registro positivo desde o primeiro choque da pandemia.

Conforme o banco, parte do avanço deve-se a uma base de comparação fraca do quarto trimestre de 2019.

O UBS ressalta que os protestos sociais culminaram com o governo convocando um referendo constitucional, que teve um grande impacto nas atividades econômicas (especialmente no varejo e nos setores de consumo).

Além disso, os últimos indicadores de atividade apontam para uma recuperação mais forte, embora por conta de medidas temporárias de liquidez para famílias, como a retirada parcial dos fundos de pensão dos trabalhadores.

Somando tudo isso, o UBS projeta que a economia chilena caia 6% neste ano.

México: remessas continuam aumentando

As taxas de remessas de cidadãos residentes no exterior continuam aumentando no México. Em outubro, o UBS espera que as remessas aumentem em 8% a.a. para US$ 3,4 bilhões, o que resultaria em US $ 39,5 bilhões em 12 meses, um recorde histórico.

Desde o início do ano, as remessas aumentaram perto de US$ 3 bilhões em relação ao ano passado. Em termos anualizados, isso representa 0,4% do PIB para a renda familiar, em contraposição à ausência de um maior estímulo governamental.

Segundo o banco, o aumento nas remessas não foi suficientemente grande para desfazer a queda na renda do trabalho por conta da elevação do desemprego, mas ajudou a amortecer o golpe, especialmente para famílias de baixa renda.

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