PGR quer que o STF barre atuações de Gilmar Mendes em operações da Lava Jato

Gabriela Brands
Profissional com graduação em Jornalismo, pós-graduação em Planejamento em Comunicação e Gestão de Crises de Imagem e em Marketing. Tem experiência sólida em Comunicação Política, Assessoria de Imprensa e Gestão de Crises.
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Crédito: Reprodução / Fabio Rodrigues Pozzebom/ Agência Brasil

A Procuradoria Geral da República (PGR) encaminhou petição ao Supremo Tribunal Federal para limitar a competência do ministro Gilmar Mendes nos processos das operações Integração I e II da Lava Jato. A solicitação é do coordenador da Lava Jato, José Adonis Callou de Araújo Sá, que afirma que o pedido é uma questão de ordem.

De acordo com a petição, os casos das operações citadas estão sendo relatados pelo ministro Roberto Barroso. No entanto, Gilmar concedeu habeas corpus a quatro investigados. A justificativa para a aceitação dos recursos foi a extensão do habeas corpus concedido ao ex-governador do Paraná Beto Richa e outros no âmbito da Operação Rádio Patrulha. Os suspeitos foram soltos após apresentarem pedidos diretamente ao ministro.

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Segundo a Procuradoria, a situação configurou uma quebra das regras de distribuição de processos, resultando na “flagrante supressão de instância”. Adonis defende que os recursos sejam redistribuídos ao ministro Roberto Barroso. Ele argumenta que enquanto isso, as prisões preventivas devem ser estabelecidas. A petição do coordenador ainda pede que o plenário do STF delimite a competência de Gilmar nos casos mencionados.

Operação Integração

A investigação apura a existência de corrupção envolvendo as concessionárias que administram as rodovias do Anel de Integração do Paraná. As empresas teriam pago propina para conseguir vantagem nos contratos com o Governo do Estado. Vários acordos de leniência já foram firmados com as investigadas.