“Caso Lula”: PGR não vê elementos que comprovem suspeição de Moro

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) enviou resposta ao Supremo Tribunal Federal (STF) negando a existência de qualquer elemento que comprove a suspeição do ex-juiz Sergio Moro, atual ministro da Justiça, nos processos em que participou e condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à prisão.

Segundo informações publicadas pelo jornal O Globo, o subprocurador-geral da República, José Adônis Callou, afirmou que as conversas entre Moro e membros do Ministério Público durante investigações da Lava Jato, vazadas este ano pelo site The Intercept, não podem ser usadas como prova por terem “origem ilícita” e porque a “autenticidade não poderia ser comprovada”.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

Princípio processual

“Nenhuma suposta mensagem revela qualquer tipo de violação de direitos ou garantias dos investigados ou réus, em relação a qualquer ato ou decisão judicial. Se o juiz cobrou celeridade em manifestações do Ministério Público, estava zelando por um princípio processual e constitucional”, escreveu Callou, que taxou de “absolutamente comuns” as conversas entre advogados e procuradores com juízes.

Segundo o subprocurador-geral da República, nenhum dos direitos dos investigados ou réus foi violado e as decisões tomadas por Sergio Moro enquanto juiz dos casos foram similares a outros em que esteve à frente e, por isso, “coerentes” com os procedimentos adotados nas situações envolvendo Lula.

Callou comparou ainda o tempo de prisão de outros condenados na Lava Jato com as penas aplicadas ao ex-presidente da República. “A média das penas aplicadas aos demais réus da Lava Jato, como se observa, foram de 4.526 dias, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo ex-juiz a cumprir uma pena de 3.465 dias”, concluiu.

 

Money Week 5ª Edição

5 Dias de Evento | 70 Autoridades do Mercado Financeiro | 20 Horas de Conteúdo