PF indicia Lula, Okamotto, Palocci e Marcelo Odebrecht em caso do Instituto Lula

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Facebook

A Polícia Federal no Paraná indiciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por suspeita de corrupção passiva e lavagem de dinheiro relacionadas a repasses de R$ 4 milhões feitos pela Odebrecht ao Instituto Lula.

Também foram indiciados Paulo Okamotto, presidente do Instituto, Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira.

O relatório foi assinado na última segunda, 23, e faz parte de uma investigação aberta para averiguar o recebimento de valores de empreiteiras investigadas na Lava Jato pela Lils, empresa de palestras de Lula.

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Lula já é réu na primeira instância de Curitiba por outro caso, também envolvendo o Instituto Lula, onde é acusado de receber propina da Odebrecht para a compra de terreno para a sede da instituição.

O novo indiciamento aguarda decisão do juiz Luiz Antônio Bonat. Depois, os autos seguem para o Ministério Público Federal, que decide se apresenta ou não denúncia.

“As evidências mostraram que os recursos (da Odebrecht)… foram abatidos de uma espécie de conta-corrente informal de propinas mantida junto à construtora”, aponta o delegado Dante Pegoraro Lemos, de acordo com reportagem da Folha de S. Paulo.

O outro lado

Em nota, o advogado Cristiano Martins, da defesa de Lula, disse que o indiciamento é um novo ataque ao petista por parte da Lava Jato. “Não faz nenhum sentido (o indiciamento): as doações ao Instituto Lula foram formais, de origem identificada e sem qualquer contrapartida (…) o beneficiário foi o Instituto Lula, instituição que tem por objetivo a preservação de objetos que integram o patrimônio cultural brasileiro e que não se confunde com a pessoa física do ex-presidente”, alega.