PF estaria investigando Carlos Bolsonaro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação / MidiaMax

Reportagem da Folha de S. Paulo deste sábado (25) afirma que a Polícia Federal (PF) identificou o filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), como articulador de um esquema de disparo de fake news.

Segundo a reportagem, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) teria pressionado o ex-diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, por informações sobre as investigações. Valeixo teria resistido ao assédio e, por isso, teria sido demitido.

“Dentro da Polícia Federal, não há dúvidas de que Bolsonaro pressionou Valeixo, homem de confiança de moro, porque tinha ciência de que a corporação havia chegado a seu filho”, afirma o jornal.

Na sexta-feira (24), quando Valeixo foi exonerado e Moro pediu demissão do cargo, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, determinou que a PF mantenha os delegados do caso, mesmo com as mudanças. Ele é relator do inquérito das fake news no Supremo.

A PF investiga também a participação de outro filho de Bolsonaro no esquema das fake news. Eduardo Bolsonaro, deputado federal por São Paulo (PSL), também estaria citado nas investigações.

“O presidente disse mais de uma vez que queria alguém de sua confiança para ter acesso a investigações. Esse não é o papel da Polícia Federal, prestar serviço ao presidente da República. A autonomia da PF é um valor fundamental que temos de preservar”, criticou Moro no anúncio de sua demissão.