Petz (PETZ3): Eleven e BTG recomendam compra até R$ 22

Felipe Alves
Jornalista com experiência em reportagem e edição em política, economia, geral e cultura, com passagens pelos principais veículos impressos e online de Santa Catarina: Diário Catarinense, jornal Notícias do Dia (Grupo ND) e Grupo RBS (NSC).
1

Crédito: Divulgação/Petz

As ações da Petz (PETZ3) abriram esta terça-feira (27) em alta de 1,71% após os resultados divulgados na segunda-feira. Análises da Eleven e do BTG Pactual aprovaram os números do terceiro trimestre da empresa de ramo pet.

O primeiro balanço divulgado pós-IPO que movimentou R$ 3 bilhões em setembro foi “bom pra cachorro”, segundo a Eleven. Os analistas destacam que os resultados do terceiro trimestre (alta de 47,5% no lucro líquido) demonstram a força da operação ominacal da Petz, que entrega um forte crescimento.

Para o BTG Pactual, os resultados foram consistentes  e reforçam a visão estrutural positiva sobre os negócios da Petz.

BDRs| Confira os papéis disponíveis para Investimentos

Assim, a recomendação das duas casas é de compra para o ativo. Os preços-alvo vão de R$ 20 (na visão do BTG) a até R$ 22 (Eleven). Na manhã desta terça os papéis da Petz chegaram a ser negociados a R$ 17,37 (máxima já registrada desde o IPO). No fechamento de segunda o valor foi de R$ 16,99.

 

Petz tem destaque para as vendas digitais

Entre os destaques dos resultados da Petz estão o crescimento de 51% da receita, que atingiu R$ 450 milhões. Além de um crescimento de 400% nas vendas via e-commerce. Ou seja, 26% das vendas no trimestre.

Confira os melhores momentos da Money Week

“O forte desempenho da receita reflete uma performance de vendas mesmas lojas (SSS) de 32% e abertura de dez novas lojas nos 3T20, das quais 52% ainda estão em fase de maturação. Observamos aumento de participação em vendas das lojas fora de São Paulo de 32% no 3T19 para 38% no 3T20. Isso comprova o sucesso da marca e da estratégia de expansão para outros estados”, avalia a Eleven Research.

A casa de análises observa um mix com maior participação de produtos vs. serviços da Petz e do crescimento da categoria de não alimentos, favorecida pela pandemia, e do aumento do tempo dos tutores com seus pets em razão da pandemia, mais do que compensando as pressões de margem que o forte crescimento das vendas digitais.

O Ebitda da Petz foi de R$ 46,8 milhões. Ou seja, crescimento de 34,5%, com uma margem de 10%. Mas a pressão observada na margem, segundo a Eleven, decorre do aumento da participação nas vendas digitais e das maiores despesas de frete e marketing. Há ainda a manutenção do ritmo acelerado de novas lojas, com aumento das despesas pré-operacionais. Mas as despesas gerais e administrativas apresentaram diluição no terceiro trimestre.

“Os resultados reforçam nossa visão construtiva do case, pois demonstram a capacidade de execução de sua estratégia de expansão de lojas, a força de sua estratégia omnicanal e principalmente a resiliência de seu negócio diante do cenário de pandemia”, diz a Eleven.

 

Crescimento sólido

Para o BTG Pactual, a Petz apresentou um “forte conjunto de resultados” do terceiro trimestre.

Assim, ao analisar os números, os analistas acreditam que avaliação do prêmio é sustentada por perspectivas de crescimento sólidas.

“Principalmente com base na exposição a um mercado de alto crescimento e ainda fragmentado de produtos para animais de estimação e serviços no Brasil, uma plataforma omnicanal em expansão, tornando a Petz mais competitiva do que os concorrentes regionais e mercados horizontais”, dizem os analistas Luiz Guanais e Gabriel Savi.