PetroRio (PRIO3) emitirá bonds no exterior para alongar dívida, diz presidente

Osni Alves
Jornalista desde 2007. Passou por redações e empresas de comunicação em SC, RJ e MG. E-mail: oalvesj@gmail.com.
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Crédito: PetroRio (PRIO3) emitirá bonds no exterior para alongar dívida, diz presidente

A PetroRio (PRIO3) pretende emitir bonds no exterior no terceiro trimestre de 2020 para alongar sua dívida.

Diretor presidente, Roberto Monteiro disse que “a companhia tem a firme intenção de emitir bonds nos Estados Unidos de 144 – A”.

E acrescentou: “já temos os bancos mandatados, como o próprio Santander, e a coisa vai andando bem. Com isso, temos janela de alguns meses para poder emitir essa dívida e devemos fazê-la no terceiro trimestre.”

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Alongar o passivo

Quando uma companhia emite um bond, o dinheiro que eles recebem em troca é um empréstimo e deve ser reembolsado ao longo do tempo.

Com isso, os compradores de bonds tornam-se credores da companhia.

De acordo com Monteiro, o objetivo desta operação é alongar todo o passivo da companhia, inicialmente para cinco anos.

“Isso sozinho vai liberar muito fluxo de caixa e este volume será usado no campo de Frade”, disse.

O Campo de Frade está localizado na Bacia de Campos, a cerca de 125 km da cidade de Cabo Frio.

Monteiro e os demais executivos da companhia conversaram com analistas na tarde desta terça-feira (4) na teleconferência de resultados.

PetroRio (PRIO3) emitirá bonds no exterior para alongar dívida, diz presidente

PRIO3: indicadores

A PetroRio é uma empresa brasileira de capital aberto com foco em produção de petróleo e gás.

Para Monteiro, a companhia teve um trimestre muito duro do ponto de vista global, entretanto ele elencou o lifting cost como essencial para enfrentar o período.

Trata-se do custo de extração, ou seja, é o custo operacional médio para extrair cada barril de petróleo.

Esse indicador exclui as participações governamentais como royalties e participação especial que incide sobre campos de alta produção.

“Tivemos o sexto trimestre consecutivo de queda do lifting cost”, disse, o que na prática significa que o custo de extração caiu consideravelmente, beneficiando a empresa.

PRIO3: Tubarão Martelo

Ao longo da explanação, o executivo se mostrou otimista com relação ao campo de Tubarão Martelo.

Para ele, essa operação poderá alavancar a companhia em pouco tempo.

Isso porque a aquisição permitirá a interligação entre os campos, simplificando o sistema de produção e criando um polo produtor na Bacia de Campos.

Ocorre que em 3 de agosto, a Agência Nacional do Petróleo (ANP) deu sinal verde à PetroRio em relação ao contrato de concessão.

Com isso, a companhia passou a deter 80% do Tubarão Martelo.

Com a conclusão da aquisição, a interligação, que deve simplificar o sistema de produção, criará um polo produtor na Bacia de Campos.

Desta forma, com a cessão da operação à PetroRio, os custos dos dois campos agregados, que em 2019 ultrapassaram US$ 200 milhões por ano, cairão para US$ 120 milhões.

PRIO3: o resultado do 2TRI

De acordo com os executivos, a variação cambial no período, de mais de R$ 110 milhões, foi a grande vila para o resultado apresentado pela companhia.

Ocorre que a PetroRio foi do lucro ao prejuízo no segundo trimestre ao reportar lucro de R$ 99,8 milhões no intervalo de abril a junho, um tombo de 160%.

Veja o desempenho da PRIO3 versus Ibov em seis meses:

Fonte: tradingview.