PetroRio (PRIO3) e Enauta (ENAT3) são mantidas como compra pela Eleven

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / Site / Enauta

A Eleven divulgou seu relatório de investimento setorial para petróleo e gás, reforçando recomendação de compra para Enauta (ENAT3) e PetroRio (PRIO3).

“Nos últimos meses, algumas incertezas planaram sobre o setor de óleo e gás, chegando a colocar em dúvida, inclusive, a sobrevivência de algumas empresas”, começa a Eleven em seu relatório.

“Sobretudo quando os preços do petróleo tipo Brent e WTI atingiram valores abaixo de US$ 10 por barril (bbl)”, ressalta.

Daí em diante, porém, o petróleo vem reconquistando terreno, chegando agora a valer, nas duas referências, em torno de US$ 40 bbl.

Ainda existem incertezas com relação ao futuro do setor, especialmente com os números da Covid-19 subindo rapidamente nos Estados Unidos, na América Latina e na África e Oriente Médio.

A Eleven acredita que as companhias “se encontram bem posicionadas para atravessar as turbulências de curto prazo”.

Sobre a Enauta (ENAT3)

Sobre a Enauta (ENAT3), uma empresa de exploração de petróleo, a Eleven mantém a recomendação de compra, com alvo alterado para R$ 15,00.

Após o pregão de terça-feira (14), a empresa fechou com mais 2,46%, chegando a R$ 11,25.

“A Enauta está apenas no início do ciclo de desenvolvimento do campo de Atlanta, com o Sistema Antecipado de Produção (SPA), produzindo a partir de três poços”, alerta a Eleven.

A companhia, segundo a Eleven, tem capacidade de chegar até um máximo de 12 poços, sem previsão de quando isso pode acontecer.

Sobre a PetroRio (PRIO3)

A Eleven também mantém a recomendação de compra da PetroRio (PRIO3), com preço-alvo sendo elevado a R$ 48,00.

Sem variação no pregão desta terça (14), a PetroRio (PRIO3) ficou cotado em R$ 39,87.

“Um clássico case de crescimento orgânico, a PetroRio já tem um ‘crescimento contratado’ para os próximos anos, a partir das últimas aquisições realizadas, que julgamos ainda não estar refletidas nos preços”, diz a Eleven.

Eleven elenca riscos

Embora os preços-alvos tenham sido elevados como reflexo da alta do petróleo nos últimos meses, e do aumento do volume de produção, a Eleven alerta que o mercado anda bastante instável.

Os principais riscos são o preço do petróleo internacionalmente, como influenciador primeiro das ações; o câmbio, já que é tudo dolarizado nesse setor; regulamentações em uma área bastante rígida; e risco operacional inerente à própria indústria.

“Os preços são altamente voláteis, fortemente influenciados pela equação oferta/demanda”; e há uma “dependência da Opep+ no equilíbrio da equação, com possibilidade de choques causados pelos principais países produtores”, alerta o relatório.

Opep

Atualmente, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (a citada Opep) é composta por 14 membros, que detém juntos aproximadamente 80% das reservas mundiais de óleo e gás.

A organização consegue manipular a produção para conseguir equilibrar a oferta e gerir retornos para os países-membros.

“Não buscam, necessariamente, os maiores preços”, explica a Eleven. Mas é uma dependência.

O Brasil, hoje, é o nono maior produtor, com 2,587 milhões de barris diários, segundo a Opep. Mas o país não é membro.

Os EUA são os maiores produtores, com mais de 10 milhões barris diários. Mas a maior reserva é venezuelanda, equivalente a 297,7 bilhões de barris.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.