Petróleo no pré-sal: PPSA estima 1 bilhão de barris no Brasil até 2030

Paulo Amaral
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Crédito: Geraldo Falcão/Agência Petrobras

A Pré-Sal Petróleo SA (PPSA) divulgou, nesta terça-feira (17), uma estimativa promissora em relação à produção de petróleo a que o Brasil terá direito em contratos de partilha nessas áreas até 2030.

De acordo com Eduardo Gerk, diretor-presidente da estatal, se esses números se confirmarem, o Tesouro poderá levantar aproximadamente US$ 75,3 bilhões apenas com a comercialização dessa produção.

“O estudo demonstra que a produção média diária dos 17 contratos será crescente, com ascensão significativa a partir de 2025. Em 2030, deverá atingir 3,6 milhões de barris por dia”, afirmou a empresa, em nota.

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As projeções da empresa, reveladas durante evento online da agência EPBR, consideram ainda a possível arrecadação de US$ 72,4 bilhões com royalties e mais US$ 56,7 bilhões em tributos.

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Os números positivos sobre as perspectivas para o futuro da PPSA foram levantados e divulgados em meio ao desejo de Paulo Guedes, Ministro da Economia, de colocar a empresa no grupo de companhias a serem desestatizadas até o final de 2021.

A PPSA, atualmente, tem a atribuição de promover a venda dos barris atribuídos à União nos contratos de partilha. Ela tem 17 contratos em sua gestão, assinados por vencedores de leilões de áreas no polígono do pré-sal.

A produção de petróleo associada a esses contratos deve representar cerca de dois terços da produção total no Brasil em 2030, algo em torno de 5,26 milhões de barris diários.

A PPSA esclareceu ainda que o desenvolvimento da produção nas áreas contratadas para alcançar os expressivos números demandará investimentos de US$ 122,7 bilhões entre 2021 e 2030.

O pico dos aportes está previsto para 2028 e, nesse período, segundo a estatal, será necessária a contratação de 24 navios-plataforma, além da perfuração de 387 poços.

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