Saudi Aramco registra queda de 25% no lucro líquido do 1TRI20

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Arabian Business

A Saudi Aramco, principal petroleira da Arábia Saudita, viu seu lucro ser derrubado no 1º trimestre de 2020 por causa da queda histórica de preços do produto.

De acordo com as agências internacionais de notícias, o lucro líquido entre janeiro e março foi de US$ 16,7 bilhões, 25% menor do que o registrado no primeiro trimestre de 2019, de US$ 22,2 bilhões.

“A crise da Covid-19 não se parece em nada com o que o mundo viveu na história recente, e estamos nos adaptando a um ambiente de negócios muito complexo e em rápida evolução”, argumentou Amin Nasser, presidente-executivo da Saudi Aramco, em comunicado publicado pela AFP.

Faturamento

O faturamento da Saudi Aramco também ficou abaixo do registrado no primeiro trimestre de 2019. Na ocasião, a petrolífera arrecadou US$ 63,2 bilhões. Já em 2020, a arrecadação total nos três primeiros meses do ano foi de US$ 51,4 bilhões, com queda de 19%.

“Para o resto de 2020, a expectativa é que o impacto da pandemia na demanda global de energia e nos preços do petróleo reduza nossas receitas”, admitiu Nasser.

Dividendos

No comunicado distribuído nesta terça-feira às agências de notícias, a Saudi Aramco confirmou que pagará US$ 18,8 bilhões em dividendos para os acionistas referentes ao primeiro trimestre do ano.

Controlada pelo governo da Arábia Saudita, a empresa tem menos de 7% de suas ações listadas na Bolsa de Valores.

Segundo informações do site da Exame, a oferta inicial de ações da petroleira no ano passado avaliou a companhia em US$ 1,7 trilhão, a mais valiosa do mundo.

Corte na produção

A Arábia Saudita anunciou na segunda-feira (11) que, a partir de junho, reduzirá em 1 milhão sua produção diária de barris de petróleo.

De acordo com informações da AFP, a ideia do Ministério da Energia do país é reduzir a produção da estatal para 7,5 milhões de barris de petróleo por dia e, desta forma, contribuir para a elevação dos preços do produto.

“O reino busca por meio dessa nova redução incentivar os países da OPEP e os países produtores fora da OPEP a respeitarem suas promessas de reduzir sua produção e fazer reduções adicionais para apoiar a estabilidade do mercado mundial de petróleo”, informou o ministério, por meio da agência oficial de notícias SPA.

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Apoio aliado

A iniciativa da Arábia Saudita de diminuir a produção diária de barris de petróleo ganhou apoio de países aliados.

Khaled al-Fadhel, ministro do petróleo do Kuwait, e Suheil al-Mazruie, ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, se comprometeram a também alterar a produção diária a partir de junho, seguindo o exemplo saudita.

“O Kuwait apoia os esforços da Arábia Saudita para restaurar o equilíbrio do mercado de petróleo”, afirmou Fadhel, por meio da agência Kuna, confirmando a queda de 80.000 barris por dia.

Os Emirados Árabes elogiaram a atitude da Arábia de tentar equilibrar o mercado de petróleo e anunciaram uma redução diária de 100.000 barris na produção do país.

O impacto do coronavírus no pagamento de dividendos