Petróleo e minério têm exportações 26% menores no acumulado de maio

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução/abracomex

O ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços informou os dados da balança comercial na terceira semana de maio e os dados mostram que a exportação de óleos brutos de petróleo e do minério de ferro caíram mais de 26% no acumulado do mês. São 26,78% e 27,85% de queda na média diária, respectivamente.

Os óleos brutos de petróleo saiu de uma média diária nas três primeiras semanas de maio de 2019 de US$ 98,270 milhões para US$ 71,951 milhões no mesmo período em 2020.

Já o minério de ferro e seus concentrados foi de US$ 88,344 milhões para US$ 63,739 milhões no acumulado de maio de 2020.

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Os dois itens representam 90,47% de tudo o que exportado na Indústria Extrativa. Assim, o setor teve uma queda na média diária de US$ 199,688 milhões para US$ 149,973 milhões, o que representa menos 24,90%.

Em valores brutos, a Indústria Extrativa caiu de US$ 4,393 bilhões em nas três primeiras semanas de maio de 2019 para US$ US$ 2,249 bilhões, o que representa uma queda de 40,80%.

Agropecuária é puxada pela soja

No período analisado, a Agropecuária brasileira ainda deve seus louros à soja, o produto mais forte na exportação nacional. Na média diária das três primeiras semanas de maio de 2020, foram US$ 270 milhões, contra US$ 154,721 milhões do mesmo período do ano anterior. Isso equivale a uma significativa alta de 74,51%.

Foram 2,224 milhões de toneladas a mais no período. A soja representa 86,83% de tudo o que exportado na Agropecuária.

Para se ter uma ideia da importância da soja nas exportações do Brasil, o café torrado, que é um dos itens mais importante do agronegócio, teve uma alta de 40,22%, passando de US$ 17,689 milhões para US$ 24,803 milhões.

No todo, o setor agro brasileiro teve uma evolução de 58,99% nas exportações na média diária das três primeiras semanas de maio, saindo de US$ 195,582 milhões em 2019, para US$ 310,963 milhões em 2020.

O valor bruto saiu de US$ 4,303 bilhões no ano passado para US$ 4,664 bilhões.

Os farelos de soja também impactam positivamente nas exportações, só que no setor de Indústria de Transformação, com aumento de 22,91% na média diária, saindo de US$ 27,618 milhões para US$ 33,946 milhões em 2020.

Proteína animal

As exportações de proteína animal, que incluem carne bovina (US$ 502,622 milhões), carne de aves e miudezas comestíveis (US$ 376,088), além carne suína (US$ 166,544 milhões) e despojos comestíveis de carnes (US$ 67,426 milhões), acumularam US$ 1,112 bilhões, no valor bruto, contra US$ 1,309 bilhões de 2019.

Na média diária, entretanto, houve alta de US$ 59,507 milhões para US$ 74,179 em 2020.

Papel e Celulose

Na Indústria de Transformação, ainda se destacam ainda as exportações de celulose (US$ 504,707 milhões no valor bruto e US$ 33,647 na média diária em 2020) e papel e cartão (US$ 132,178 milhões no bruto e US$ 8,811 milhões na média diária em 2020).

Somados, saem de US$ 1,013 bilhões em 2019 para US$ 636,885 milhões em 2020, no valor bruto, uma queda de 37,12%.

Na média diária, somados, saem de US$ 46,043 milhões em 2019 para US$ 42,459 milhões, recuo de 7,78%.

Aeronaves na Balança Comercial

Uma queda significativa foi observada na exportação de aeronaves e outros equipamentos referentes, em virtude da pandemia do novo coronavírus, que afetou drasticamente o setor aéreo.

Em valores brutos, nas primeiras três semanas de maio de 2019, o país exportou US$ 395,502 milhões. Passado um ano e com a crise em curso, em 2020, foram apenas US$ 13,076 milhões. Uma queda de 96,69%.

Na média diária, essa queda é acentuada também, de US$ 17,977 milhões para US$ 871 mil. Recuo de 95,15%.

A Indústria de Transformação como um todo teve queda de US$ 14,74%, saindo de US$ 536,665 milhões, na média diária, para US$ US$ 457,542 no acumulado de maio de 2020.

Balança comercial segue com saldo positivo

No geral, a balança comercial brasileira anda com saldo positivos, apesar da crise e do saldo negativo da terceira semana de maio. São US$ 81,190 bilhões exportados e US$ 66,604 importados, com saldo de US$ 14,586 bilhões acumulados em 2020 e corrente de comércio de US$ 147,794 bilhões.

A corrente de comércio ficou em US$ 9,389 bilhões nas três primeiras semanas do mês, com saldo negativo de US$ 701 milhões, após US$ 4,344 bilhões exportados e US$ 5,045 importados.

No mês, o acumulado é de US$ 24,872 bilhões de corrente de comércio, com saldo positivo de US$ 2,785, após exportações de US$ 13,829 bilhões e importações de US$ 11.044 bilhões.