Petróleo dispara em semana marcada por reuniões de bancos centrais

Filipe Teixeira
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Crédito: Sondas de petróleo perto de Vaudoy-en-Brie, na França 14/11/2018 REUTERS/Christian Hartmann

Ataque a refinarias na Arábia Saudita mantém o mundo todo com sua atenção voltada para a oferta de petróleo e possíveis retaliações.

Após o ataque à Aranco, confirmaram-se as previsões de circuit braker na abertura do petróleo, com o Brent (referência britânica da commoditie) na casa dos $71,62. Nem mesmo a liberação das reservas americanas, anunciadas por Trump ontem à noite, foi suficiente para conter a escalada no preço do barril.

Os comprados em Petro devem ir à forra hoje.

Para “ajudar”, a China mostrou seu pior resultado de crescimento de sua produção industrial em 17 anos, nos dando mais um evidente sinal de desaceleração de sua economia.

“Flaqueza”

As vendas no varejo e os indicadores de investimento também pioraram, mostraram os dados divulgados nesta segunda-feira, reforçando as projeções de que a China provavelmente cortará algumas das principais taxas de juros nesta semana pela primeira vez em mais de três anos para evitar danos maiores, visto que as medidas adotadas ainda no ano passado, ainda não conseguiram estabilizar a segunda maior economia do mundo.

O crescimento da produção industrial desacelerou para 4,4% em agosto em relação ao mesmo período do ano anterior, o ritmo mais lento desde fevereiro de 2002, recuando de 4,8% em julho. Analistas previam uma recuperação de 5,2%. A previsão de crescimento de 6% do PIB para 2019 já é considerada “muito difícil”, segundo o premiê chinês Li Keqiang.

Após duas semanas de calmaria, ela está de volta: a volatilidade.

Além do rali do petróleo, a semana será marcada por reuniões de Bancos Centrais mundo afora, onde a tendência é uma só: Apertar os juros para tentar estimular a atividade econômica.

Trump de olho…

Na quarta-feira, o Banco Central do Brasil deve confirmar a expectativa de todos, anunciando mais um corte de 0,5% na Selic, Nos EUA existe a aposta em um novo corte, ainda que mais modesto (0,25%), no entanto, os recentes dados positivos no varejo, podem colocar água no chope do presidente Donald Trump.

Na virada para quinta-feira, é a vez do Banco Central do Japão fazer o seu dever de casa, que pode ser a manutenção de sua já negativa taxa de juro, porém, não será surpresa se na próxima reunião em outubro, ocorra um relaxamento maior ainda na política monetária.

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Super Quinta

Por fim, a super quinta-feira nos reserva reuniões de políticas monetárias também no Reino Unido, Noruega e Suíça, que estão de olho obviamente, nas decisões do Fed na quarta-feira e o pacote de estímulo anunciados por Mario Draghi ainda na semana passada.

Os suíços, com uma taxa de juros de -0,75%, estão quietinhos até agora com a perspectiva de emular a flexibilização do BCE, mas o aumento consistente do franco em relação ao euro, preocupa.

Não se espera que o Banco da Inglaterra faça alterações, mas sua declaração de taxa será observada de perto para detectar qualquer preocupação sobre as consequências econômicas do Brexit.

O banco central da Noruega já fez seu tema de casa, portanto, mesmo com a onda de afrouxamento por toda parte, é provável que mantenha as coisas como estão, marcando o fim de seu ciclo de aperto.

Ao menos este era o retrato até sexta-feira. O fato novo em relação ao petróleo, pode pressionar a inflação em todos os mercados. Um tempero a mais, para uma semana que já prometia fortes emoções.

É hora de chorar, ou vender lenços.

Filipe Teixeira (Wisir Research) – https://t.me/wisir

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