Petrobras venderá 10% da TAG e presidente da Engie promete exercer preferência de compra

Paulo Amaral
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Crédito: Charles Platiau/Reuters

Maurício Bahr, presidente da Engie, revelou que a Petrobras deve sair totalmente da Transportadora Associada de Gás (TAG) no primeiro semestre de 2020 e confirmou que sua empresa exercerá o direito de compra sobre os 10% da estatal que serão vendidos.

A TAG é ex-subsidiária da Petrobras e foi adquirida em junho deste ano pela Engie e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec, que pagaram R$ 33,5 bilhões na transação.

Agora, para aumentar o percentual em cima da TAG, a ideia é adquirir uma fatia de até 70% dos 10% que serão colocados à venda pela Petrobras.

Segundo o presidente Maurício Bahr, seis meses após o negócio realizado, a Engie hoje conta com 100 funcionários, sendo metade deles da Petrobras. A ideia, agora, é ver quem deseja se desvincular da estatal para “assumir um novo desafio na empresa privada”.

A ideia do executivo é fazer o setor de transporte de gás seguir na Engie o mesmo caminho do setor elétrico, que abriu as portas do País para a empresa na década de 1990.

“A gente quer vivenciar nos próximos 20 anos o que vivenciamos há 20 anos no setor elétrico, quando setor se abriu e a gente começou a atender a clientes livres e abrir o mercado. Tínhamos três a quatro clientes em 1998 e agora temos 800 clientes. A gente imagina que vai acontecer no setor de gás exatamente isso”, projetou, ao InfoMoney.

Bahr previu um aumento na demanda e que será necessária a contratação de muitos funcionários em um prazo de três anos, época em que a atual operadora do gasoduto, a Transpetro, finalizará suas funções.

“Com a entrada do gás do pré-sal e o aumento da oferta, o preço do gás vai cair e vai ter demanda maior, algumas atividades industriais vão migrar de um combustível para outro e o gás vai exercer papel importante na energia elétrica”, concluiu.