Petrobras (PETR4) tem aumento de 1,1% na produção média no 2T21

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Felipe Dana/Agência Petrobras/Divulgação

A Petrobras (PETR3 PETR4) divulgou nesta quinta-feira (22) o relatório de produção e vendas do segundo trimestre de 2021 (2T21), com produção média de óleo, LGN e gás natural alcançou 2,80 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboed), 1,1% acima do 1T21. Segundo a empresa, “devido à continuidade do ramp-up das plataformas P-68 (campos de Berbigão e Sururu) e P-70 (campo de Atapu)”.

De acordo com a Petrobras, “as unidades P-68 e P-70 continuaram o ramp-upe apresentaram altos índices de eficiência operacional no trimestre”.

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A produção no pré-sal totalizou 1,96 MMboed no trimestre, representando 70% da produção total da Petrobras, o que é 1 ponto percentual acima do 1T21 e 4 pontos percentuais acima do 2T20.

“Em função da pandemia, mantivemos o efetivo de pessoal reduzido em nossas plataformas, com a adoção de medidas como o isolamento pré-embarque e a ampla testagem, além da alteração de rotinas operacionais visando preservar a saúde de nossos empregados e reduzir os riscos de contaminação e os impactos na produção”, salientou a petrolífera.

Destaques do segundo trimestre da Petrobras

Segundo a Petrobras, em junho iniciou-se a operação integrada das Rotas 1 e 2 de escoamento de gás da Bacia de Santos, próximo ao FPSO Cidade de Angra dos Reis, em função do início da vigência dos contratos do Sistema Integrado de Escoamento de Gás (SIE), “permitindo maior flexibilidade devido à melhor distribuição das unidades de produção conectadas ao sistema e potencializando a oferta de gás”.

Iniciou-se o escoamento de gás da plataforma P-76, em Búzios, no Rio de Janeiro, “contribuindo para o aproveitamento do potencial do campo e viabilizando uma melhor gestão do reservatório e aumento da geração de valor”.

A empresa lembra também que no dia 11 de junho foi assinado assinamos com a Pré-sal Petróleo S.A. (PPSA), a CNODC Brasil Petróleo e Gás (CNODC) e a CNOOC Petroleum Brasil (CNOOC) o Acordo de Coparticipação de Búzios. Com o início da vigência do acordo, a participação na jazida de Búzios será 92,666% da Petrobras, 3,667% da CNODC e 3,667% da CNOOC.

A comercialização de derivados se elevou no 2T21, atingindo volumes no mercado interno de 1.759 Mbpd, com destaque para o aumento das vendas de diesel e gasolina.

A produção de gasolina acompanhou o movimento das vendas, com aumento de 2,0% no 2T21 em comparação ao 1T21, mesmo com as paradas programadas.

As vendas de gasolina se elevaram 12,7% no 2T21 comparadas ao 1T21, devido especialmente à flexibilização nas medidas restritivas associadas à pandemia da Covid-19 em relação ao 1T21.

Exploração e produção

A produção média de óleo, LGN e gás natural no 2T21 no Brasil e exterior foi de 2.796 Mboed, um aumento de 1,1% em relação ao 1T21.

No 2T21, a produção de óleo e LGN nos campos do pré-sal foi 3,4% superior ao trimestre anterior.

A produção de óleo e LGN no 2T21 do pós-sal foi 2,9% inferior ao trimestre anterior, em função das maiores perdas comparadas de manutenção na Bacia de Campos e do desinvestimento do campo de Frade.

Ainda de acordo com o relatório, a produção de óleo e LGN em terra e águas rasas no 2T21 foi de 99 Mbpd, 10 Mbpd inferior ao trimestre anterior, principalmente em função de intervenções em poços, manutenções de equipamentos, da parada para manutenção da P-31, além do declínio natural de produção.

Já a produção no exterior do 2T21 foi de 43 Mboed, referente às produções dos campos da Bolívia, Argentina e Estados Unidos.

Refino e comercialização

As vendas de derivados de óleo e petróleo no 2T21 foram 5,5% maiores do que o 1T21 e 17,5% do que o 2T20. No semestre, as vendas cresceram 9,6%, comparando-se com o primeiro semestre de 2020.

A Petrobrás destaca o crescimento da gasolina e do diesel.

No caso da gasolina, houve aumento do seu consumo em relação ao etanol hidratado no ciclo Otto, queda das importações de terceiros e menor colocação de produtos por outros produtores no 2T21, resultando em aumento de participação de mercado.

O volume de produção total chegou a 1.741 Mbpd no 2T21, contra 1.821 Mbpd no 1T21, uma queda de 4,4%. Entretanto, na comparação com o 2T20, houve aumento de 6,0%.

No semestre, o aumento foi de 2,4%, em relação ao primeiro semestre de 2020.

Em relação ao diesel, além da sazonalidade típica, com maior consumo no segundo trimestre em relação ao primeiro, houve a isenção tributária do PIS/COFINS na comercialização do produto nos meses de março e abril, o que impactou de forma positiva principalmente as vendas de abril, e a redução do teor médio de biodiesel entre os trimestres.

O volume de produção de diesel ficou praticamente estável, com queda de 0,1%. Entretanto, na comparação com o 2T20, o aumento foi de 10.2%. As vendas no mercado interno cresceram 11,4% trimestre a trimestre e 298,8% na comparação anual.

Outros produtos

As vendas de nafta tiveram queda de 15,3% no 2T21 em relação ao 1T21, devido à parada programada em uma planta da Braskem nos meses de abril e maio. A produção também recuou, ficando 23,7% menor em comparação ao 1T21. As correntes de nafta foram redirecionadas para a produção de gasolina, de acordo com a Petrobras.

O aumento de 3,6% nas vendas de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) no 2T21 em relação ao 1T21 foi decorrente de fatores sazonais. A produção de GLP diminuiu 5,9% em relação ao 1T21, impactada pelas paradas programadas no período.

Já as vendas de Querosene de Aviação (QAV), no 2T21, são historicamente inferiores ao primeiro. No entanto, a queda de 27,1% no 2T21 também reflete o efeito negativo da segunda onda da Covid-19 sobre o setor aéreo, que ficou praticamente paralisado no meses críticos da pandemia em março, abril e maio.

A trajetória gradual e consistente de elevação nas vendas após a brusca queda nas vendas de QAV em abril de 2020, foi revertida de fevereiro a abril de 2021, porém, o retorno do crescimento das vendas de QAV em maio e junho indica novamente uma recuperação do mercado, lembra a estatal.

A produção de QAV acompanhou o comportamento do mercado e apresentou redução de 33,2% em relação ao 1T21.

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