Petrobras (PETR4) reduz estimativa de investimento em E&P para até US$ 50 bi

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: André Ribeiro / Agência Petrobras

A Petrobras (PETR3 PETR4) informou nesta segunda-feira (14) a revisão do portfólio do segmento de Exploração & Produção (E&P) frente à crise provocada pela pandemia de Covid-19.

A empresa, assim, reduz estimativa de investimento em E&P para até US$ 50 bi entre 2021 e 2025.

“A revisão visa maximizar o valor do portfólio do E&P”, diz a Petrobras em nota.

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O foco é em ativos “de classe mundial em águas profundas e ultra-profundas”, uma ordem que vem sendo informada e seguida há alguns anos.

Premissas da Petrobras

“A revisão está de acordo com as premissas de preço divulgadas nos resultados do primeiro trimestre”, lembra a Petrobras.

Além disso, foi considerado o foco na desalavancagem, atingindo a meta de dívida bruta de US$ 60 bilhões em 2022.

Foi considerado também o “foco na resiliência”.

Isso implica em priorizar projetos com break even de preço de Brent de no máximo US$ 35 por barril.

O Brent, referência britânica da commodity, fechou a segunda-feira com menos 0,55%, negociado a US$ 39,61.

Revisão

“Como resultado da revisão do portfólio, a Petrobras estima um Capex para E&P de aproximadamente US$ 40-50 bilhões para 2021-2025”. informa.

Antes, esse valor estava em US$ 64 bilhões, anunciados no Plano Estratégico de 2020-2024.

Além do efeito da desvalorização do real, a empresa destaca a otimização no investimento exploratório, mantendo os compromissos acordados com a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Capex evitado associado aos desinvestimentos e a revisão da carteira de investimentos, considerando otimizações, postergações e cancelamentos.

Rio e São Paulo

A Petrobras enfrenta resistência dos governos do Norte, Nordeste e Sul do país, devido à venda de seus ativos.

A empresa anunciou que vai concentrar investimentos no Rio de Janeiro e em São Paulo, onde está o pré-sal.

Mas vai precisar negociar dívidas ambientais, tributárias e trabalhistas nos demais estados.

Governadores e parlamentares não querem a saída da estatal, que gera arrecadação e vagas no mercado de trabalho.