Petrobras (PETR4): produção em dezembro fica abaixo dos 2 milhões de barris, queda de 14,6%, diz ANP

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil

A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) divulgou nesta terça-feira (19), segundo a Broadcast, que a Petrobras (PETR4) perdeu o patamar dos 2 milhões de barris de petróleo em dezembro de 2020, registrando 1,980 milhão de barris diários.

A queda foi de 14,6% em relação à produção de janeiro de 2020, de 2,319 milhões de barris diários.

Somada ao gás natural, a produção da estatal em dezembro ficou em 2,545 milhões de barris de óleo equivalente por dia, queda de 14% frente a janeiro, quando produziu 2,961 milhões de barris diários, e deixando para trás o recorde de 3,3 milhões de boe/d registrado em dezembro de 2019.

Gás natural também tem queda

O gás natural fechou dezembro produzindo em média 89,9 milhões de metros cúbicos por dia, contra 101,9 milhões em janeiro do mesmo ano.

A participação da empresa na produção total caiu para 72,3%, contra o pico de 75,3% atingido em julho deste ano e 73,2% em janeiro de 2020, segundo a ANP.

Aumento no litro da gasolina

Ainda esta semana a Petrobras anunciou uma alta no litro da gasolina, a primeira de 2021.

A estatal confirmou que o litro terá alta de R$ 0,15, passando a custar, em média, R$ 1,98 antes de chegar aos postos de gasolina.

De acordo com a Petrobras, o aumento foi definido por conta da valorização do petróleo no mercado internacional nas últimas semanas.

ANP regulamenta indicação de áreas para exploração de petróleo e gás

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou hoje (19) no Diário Oficial da União resolução que regulamenta os procedimentos para a indicação, por agentes econômicos, de áreas de exploração e produção de petróleo e gás de seu interesse.

Por esse processo, as empresas interessadas podem sugerir áreas de exploração e produção de petróleo e gás para estudo da ANP, a fim de incluí-las futuramente em uma rodada de licitação ou na oferta permanente.

“A iniciativa visa regulamentar e estimular a nominação de áreas pelos agentes da indústria. O novo regulamento da ANP atualiza, simplifica e dá maior visibilidade e institucionalização ao processo, para atrair a participação de um número maior de agentes”, disse a ANP em nota.

A oferta permanente foi instituída pela ANP em 2017. Por meio dela, a agência realiza a contínua de blocos exploratórios e áreas com acumulações marginais localizados em quaisquer bacias terrestres ou marítimas.

Esse tipo de oferta não se aplica nos blocos localizados no polígono do pré-sal, nas áreas estratégicas ou na plataforma continental além das 200 milhas náuticas,

Nominação

Em julho do ano passado, a ANP já havia aberto uma consulta pública para obter sugestões para a elaboração da normativa.

De acordo com a resolução publicada nesta terça-feira, a nominação de uma área poderá ser feita por qualquer pessoa jurídica da indústria do petróleo e gás natural.

Após a nominação, ANP vai estudar a possibilidade de ofertar a área em uma futura rodada de licitação. O procedimento possui caráter confidencial.

O texto, contudo, diz que a agência reguladora não será obrigada a ofertar a área em uma futura rodada de licitação.

De acordo com as diretrizes, a nominação de área incluída em processo de oferta permanente poderá gerar a revisão na geometria do bloco exploratório ou da área com acumulações marginais.

“A nominação de área não gerará nenhum compromisso, direito ou dever para a pessoa jurídica responsável, caso a área nominada venha a ser licitada”, diz a resolução.

Atingir um patrimônio de R$ 100 mil é para poucos, o que amplia o desafio de busca pelas melhores aplicações para multiplicá-lo.