Petrobras (PETR4) tem preço-alvo elevado a R$ 27 por UBS

Felipe Moreira
Especialista em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 7 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Andre Motta de Souza/Agência Petrobras/Divulgação

O Banco UBS elevou preço-alvo de Petrobras (PETR4) de R$ 26,00 para R$ 27,00 e manteve a recomendação de compra.

Próximo do 12h, a ação da estatal subia 2,43%, negociada a R$ 23,15.

O UBS disse ter uma visão positiva sobre a Petrobras desde o início da estratégia da nova gestão para se concentrar no negócio principal da empresa, aumentar rentabilidade e diminuir a potencial interferência de seu acionista controlador.

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Além disso, o processo de desinvestimento, juntamente com um ritmo rápido de desalavancagem, sustentou o otimismo com a estatal. Mas o surto de Covid-19 trouxe desafios adicionais para a Petrobras.

Gestão preparada

A Petrobras ajustou sua posição de caixa para absorver os impactos da pandemia, cortar custos, atingir níveis recordes de exportações e entregou o menor custo de extração no passado recente.

Além disso, o UBS acredita que a estatal será capaz de atingir sua meta de dívida bruta de US $ 60 bilhões em 2021, mas deve ser auxiliado pelo processo de desinvestimento (US $ 20 bilhões) até 2021.

Em relação à nova regra de dividendo, o banco espera que a Petrobras comece a aplicar em 2022, como em
2020 a empresa deve apresentar um prejuízo líquido, principalmente devido ao impairment.

No curto prazo, a potencial venda do bloco do BNDES pode continuar pesando no preço das ações, principalmente
sobre ações preferenciais, mas não altere a visão do UBS sobre a estatal.

Desinvestimento e maior lucratividade

O UBS vê a Petrobras trabalhando para de se tornar um produtor de baixo custo de petróleo com bons níveis de lucratividade mesmo com preços do petróleo mais fracos, um alocação de capital eficiente e com menor interferência do acionista controlador.

Conforme o banco, o segundo semestre pode ser transformador para a Petrobras. A empresa está muito perto do fim com os dois últimos monopólios (refino e gás natural), levando a uma interferência do acionista controlador muito menor e maior lucratividade.

A estatal pode ser capaz de apontar para produção de 2.0 boed do campo de Búzios com um custo de levantamento competitivo.

Os desinvestimentos realizados devem ser capazes de reduzir o investimento em manutenção.

De acordo com o UBS, a Petrobras enfrenta desafios de uma transição energética nos próximos 30 anos, e a estratégia em focar no que é essencial e os ativos de maior retorno é o correto.

Crescimento

Conforme o UBS, o crescimento da produção deve vir principalmente de seus ativos de primeira linha em campos de águas profundas e pré-sal, o poderia trazer contribuição significativa para a geração de caixa da empresa.

A Petrobras registrou bons números nos campos do pré-sal, como por exemplo o recorde de alta média mensal produção de Búzios em julho, de 615kbpd, acima do capacidade combinada de placa de identificação para os quatro FPSO da região.

Para o banco o desenvolvimento da produção do pré-sal, em especial no O campo de Búzios, é um dos grandes destaques para a Petrobras.