Petrobras (PETR4 PETR3): produção no semestre sobe 10,4%

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
1

Crédito: Divulgação

A Petrobras (PETR4 PETR3) divulgou nesta terça-feira (21) relatório de produção e vendas do primeiro semestre de 2020.

No semestre, a produção média de óleo, LGN e gás natural da Petrobras foi de 2.856 Mboed (milhões de barris de óleo equivalente), representando uma alta de 10,4%.

Já a produção comercial atingiu 2.540 Mboed, com avanço de 8,6%.

Petrobras trimestre

Já no trimestre, a produção média da Petrobras atingiu 2.802 Mboed, significando aumento de 6,4% sobre o mesmo intervalo de 2019, mas recuo de 3,7% ante o primeiro trimestre deste ano.

Enquanto isso, o total comercial foi de 2.474 Mboed, aumento de 4,1% no ano e queda de 5,1% na comparação trimestral.

De acordo com a Petrobras, a retração na comparação com os três primeiros meses ocorreu pelos seguintes fatores, oriundo da pandemia do Covid-19:

  • Hibernação das plataformas que operam em águas rasas e não são resilientes a baixos preços de petróleo;
  • interrupção temporária de produção nos FPSOs Cidade de Santos, Cidade de Angra dos Reis e Cidade de Mangaratiba, na Bacia de Santos, e no FPSO Capixaba, na Bacia de Campos; e
  • queda na demanda, mais acentuada no mês de abril, com recuperação nos meses de maio e junho.

“Apesar das dificuldades enfrentadas, conseguimos manter a produção de óleo no Brasil no patamar planejado”, destacou.

Segundo a empresa, as medidas de precaução contra o Covid-19 demandaram redução do número de turnos, que operam atualmente com 50% do efetivo regular.

“Diante de novo cenário para a indústria de óleo e gás, decidimos hibernar 62 plataformas que operam em águas rasas dado que os preços não cobrem os custos variáveis”, completou.

Diesel e gasolina

A produção de diesel no segundo trimestre foi 2,4% inferior ao primeiro trimestre de 2020, apesar dos impactos da COVID-19, tendo em vista o aumento da demanda por parte das distribuidoras, que haviam reduzido o estoque em março, além de fatores sazonais.

Segundo a Petrobras, o maior recuo da produção ocorreu no mês de abril, quando as refinarias operaram com 59% da sua capacidade, tendo a produção de diesel se reduzido para 542 Mbpd. A partir de maio houve recuperação nas vendas.

A produção de gasolina apresentou queda de 19,4% no trimestre, principalmente pelas menores vendas no mercado interno.

As menores vendas causaram a redução das atividades operacionais das unidades de craqueamento catalítico (FCC) em todo o refino, inclusive com paradas de unidades de FCC na REPLAN e na REGAP, nos meses de abril e maio, e na REMAN em todo o período, com previsão de retorno em janeiro de 2021.

Já a produção de óleo combustível teve uma redução de 3,1% quando comparado ao primeiro trimestre deste ano.

Conforme a Petrobras, o resultado é reflexo do menor processamento de petróleo nas refinarias devido ao menor consumo de combustíveis.

Meta

Por conta destas restrições de embarque, houve postergação de interligações de novos poços, de comissionamento das novas unidades e de paradas programadas.

Segundo a empresa, essas restrições voltarão a ocorrer a partir de setembro deste ano, com a expectativa de normalização das atividades.

No entanto, a empresa diz que estes impactos para o ano de 2020 estão previstos no Plano Estratégico, divulgado em
dezembro de 2019.

“Portanto, mantemos a meta de produção para 2020 de 2,7 MMboed, com variação de 2,5% para cima ou para baixo”, reforçou.

Exportação líquida

A exportação líquida aumentou 76 Mbpd no segundo trimestre em relação ao primeiro trimestre deste ano, motivada pela redução da demanda do mercado interno.

Além disso, houve forte direcionamento dos nossos esforços para exportação de petróleo e derivados, devido à queda da demanda no mercado interno, ocasionada pelos efeitos da COVID-19.

De acordo com a Petrobras, em junho foi atingindo recorde mensal de exportação de petróleo de 1.025 Mbpd, como resultado do recorde de exportação física de abril.

A diferença temporal é explicada pelo fato de o principal destino das nossas exportações ser o mercado asiático, levando em torno de 60 dias para o produto chegar ao destino e ser registrado nos resultados