Petrobras (PETR4) inicia projeto de monitoramento sísmico do campo de Sapinhoá

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Stérfeson Faria/Agência Petrobras

A Petrobras (PETR4) informou que iniciará em 13 de junho a primeira das duas aquisições sísmicas do projeto de monitoramento do campo de Sapinhoá, a 310 quilômetros da costa do Rio de Janeiro, em lâmina d’água de 2153 m, no pré-sal da Bacia de Santos. A aquisição sísmica é uma ferramenta importante de gerenciamento da jazida (os reservatórios) e de otimização dos sistemas de produção, buscando maximizar o valor dos ativos por meio do aumento do fator de recuperação das jazidas.

Segundo a estatal, o contrato firmado com a empresa Seabed Geosolutions do Brasil contempla a aquisição e processamento geofísico 3D e 4D, com investimentos totais de cerca de US$ 118 milhões.

A sísmica base (3D), com 575 km² de área, está sendo iniciada este mês, e a aquisição sísmica monitora (4D), com 478 km² de área, é prevista para início em 2024.

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Solução tecnológica

Os novos levantamentos utilizarão uma solução tecnológica denominada Ocean Bottom Nodes(OBN), que permite uma abrangente coleta de informações da jazida a partir de sensores instalados no leito oceânico para obter melhor resposta sísmica em áreas geologicamente complexas como as do pré-sal.

O levantamento de dados geofísicos 3D em diferentes momentos, ou a aquisição 4D, permite aos geocientistas e engenheiros de reservatório acompanhar o deslocamento dos fluidos, observar a variação de saturação de óleo e água e identificar efeitos da interação da rocha com fluido e o comportamento geomecânico dos reservatórios. Isso contribui para o melhor gerenciamento da recuperação de óleo da jazida e desenvolvimento da produção.

A Petrobras é a operadora da concessão onde está localizado o campo de Sapinhoá, com 45% de participação, em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (30%) e Repsol Sinopec Brasil S.A. (25%).

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Petrobras comenta venda da RLAM

A Petrobras comunicou que a Superintendência Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou a transação de venda da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) para o Mubadala Capital.

A transação ainda está sujeita ao transcurso do prazo de 15 dias imposto pela Lei 12.529/11e ao cumprimento de demais condições precedentes previstas no contrato de compra e venda de ações.

“A Petrobras reforça o seu compromisso com a ampla transparência de seus projetos de desinvestimento e de gestão de seu portfólio e informa que as etapas subsequentes serão divulgadas ao mercado de acordo com a Sistemática para Desinvestimentos da companhia”, escreve a empresa em comunicado.