Petrobras (PETR4) inicia contratação de nona unidade do campo de Búzios

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
1

Crédito: Stérfeson Faria/Agência Petrobras

A Petrobras (PETR4) informou o início do processo de licitação para aquisição de um novo FPSO (Floating Production Storage and Offloading, sigla em inglês que identifica uma unidade flutuante de produção, armazenamento e transferência de petróleo) para o campo de Búzios — a 180 km da costa brasileira e a mais de 5 mil metros de profundidade, com área de 850 km², no pré-sal da Bacia de Santos.

Batizada de P-80, a plataforma será a nona unidade a operar no campo, com capacidade para processar diariamente 225 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás.

Petrobras (PETR4) tem queda de 5% na produção de petróleo, gás e LGN no 1TRI

Segundo a Petrobras, assim como o FPSO Almirante Tamandaré, em fase de construção, a P-80 será a maior unidade de produção de petróleo a operar no Brasil e uma das maiores do mundo.

A previsão é de que a P-80 entre em operação em 2026. A unidade será contratada na modalidade EPC (engenharia, suprimento e construção) e é resultado da estratégia da Petrobras de desenvolver novos projetos de plataformas próprias, incorporando as lições aprendidas nos FPSOs já instalados no pré-sal, incluindo aspectos de contratação e construção.

Petrobras: modelo de contratação

“O modelo de contratação, a exemplo de experiências anteriores, prevê a participação, por meio de pré-qualificação pública, de empresas nacionais e internacionais, todas com reconhecida experiência”, disse a estatal em comunicado.

“A Petrobras segue utilizando o conceito de projetos padronizados como referência para essas contratações, incorporando padronização de especificações e modelo de abordagem ao mercado”, acrescenta o texto.

Petrobras (PETR4) tem queda de 5% na produção de petróleo, gás e LGN no 1TRI

Também foram implantadas inovações como mecanismo para tratamento e reinjeção da água produzida no reservatório; tecnologias direcionadas à redução de emissões de gases poluentes e a incorporação de sistemas que reduzem a necessidade de mergulho para inspeção do casco.

Petrobras: Campo de Búzios

O campo de Búzios, descoberto em 2010, é o maior campo de petróleo em águas profundas do mundo.

É um ativo de classe mundial, com reservas substanciais, baixo risco e baixo custo de extração, diz a Petrobras.

De acordo com a petroleira, deve chegar ao final da década com a produção diária acima de 2 milhões de barris de óleo equivalente por dia, tornando-se o ativo da Petrobras com maior produção.

Atualmente, há quatro unidades em operação em Búzios, que respondem por mais de 20% da produção total da Petrobras.

A quinta e sexta plataforma (FPSOs Almirante Barroso e Almirante Tamandaré) estão em construção a sétima e a oitava unidades (FPSOs P-78 e P-79) estão em processo de contratação.

Petrobras conclui venda de participação de 10% na NTS

A Petrobras (PETR4) comunica que concluiu a venda de sua participação remanescente de 10% na Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS) para a Nova Infraestrutura Gasodutos Participações (NISA), empresa formada pelo Nova Infraestrutura Fundo de Investimentos em Participações Multiestratégia (FIP).

O fundo de investimentos é gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos, e pela a Itaúsa (ITSA4), atuais acionistas controladores da NTS.

Conforme divulgado, o valor da transação foi de R$ 1,8 bilhão.

Considerando o desconto de dividendos, juros sobre capital próprio e restituição por meio de redução de capital recebidos pela Petrobras ao longo do ano de 2020 e de 2021 e os demais ajustes previstos no contrato em função da data-base, a transação foi concluída pelo valor de R$ 1,5 bilhão, integralmente quitado nesta sexta (30).

Petrobras (PETR4): Cade prorroga prazos para venda de refinarias de gás

“A presente transação representa mais um importante marco para a abertura do setor de gás natural no Brasil, e com ela a Petrobras atende, com 7 meses de antecedência, a um dos compromissos assumidos no âmbito do Termo de Compromisso de Cessação celebrado com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 08 de julho de 2019”, afirma a estatal.

“A divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com o regime especial de desinvestimento de ativos pelas sociedades de economia mista federais”, adiciona.

“A operação está aderente ao Plano Estratégico da companhia e alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando a geração de valor para os nossos acionistas.”.

Sobre a NTS

A NTS é uma companhia que atua no setor de transporte de gás natural, detendo atualmente autorizações de longo prazo para operar e administrar um sistema de gasodutos de cerca de 2 mil kme com capacidade para transportar158,2 MMm³/d de gás natural.

Os gasodutos da NTS ficam nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo (responsáveis por 50% do consumo de gás natural no Brasil) e se conectam ao gasoduto Brasil-Bolívia, à rede de transporte da TAG, ao terminal de regaseificação de GNL da Baía de Guanabara e às plantas de processamento de gás natural produzido na Bacia de Campos e no pré-sal da Bacia de Santos.

Com venda, a NTS passa a ter a seguinte composição acionária: NISA com 10% de participação; FIP, fundo de investimentos gerido pela Brookfield Brasil Asset Management Investimentos Ltda., com 82,35% de participação; e Itaúsa com 7,65% de participação acionária.

Petrobras prorroga prazo de linha de crédito

A Petrobras (PETR4) informou também que prorrogou parte da linha de crédito compromissada (Revolving Credit Facility-RCF) com vencimento em março de 2024, no valor de US$ 3,25 bilhões, por mais dois anos.

Dessa forma, 63% do total da linha de crédito, ou seja, US$ 2,05 bilhões, poderão ser sacados até 2026, diz a companhia em nota.

O restante permanece com o vencimento no prazo original. A Petrobras possui atualmente US$ 7,6 bilhões e R$6 bilhões em linhas de crédito compromissadas para serem utilizadas.

Com essa prorrogação, os vencimentos das linhas passam a ser:

  • US$ 4,35 bilhões e R$ 4,0 bilhões em 2023;
  • US$ 1,2 bilhão em 2024;
  • R$ 2,0 bilhões em 2025 e
  • US$ 2,05 bilhões em 2026.

A operação, segundo a Petrobras, permite maior eficiência na gestão do caixa, em linha com a estratégia de otimização do capital da companhia.