Petrobras (PETR4): gasolina e diesel tem novo aumento nas refinarias

Karin Barros
Jornalista com atuação nos dois principais jornais impressos da Grande Florianópolis por quase 10 anos. Costumo dizer que sou viciada em informação, por isso me encantei com a economia, que une tudo de alguma forma sempre. Atualmente também vivo intensamente o mundo da assessoria de imprensa e do PR.
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Crédito: Fernando Frazão/Agência Brasil

A gasolina e o diesel terão um novo aumento médio nos preços, segundo o anúncio da Petrobras feito nesta quinta-feira (18).

O valor do litro nas refinarias chegarão a R$ 2,48 (gasolina) e R$ 2,58 (diesel).

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Na sexta-feira (19) será aplicado um reajuste de R$ 0,23 para o litro da gasolina e de R$ 0,34 para o diesel.

O preço cobrado nas refinarias da Petrobras corresponde a cerca de 33% do preço pago pelos consumidores finais da gasolina e a 51% do preço final do diesel, segundo a estatal.

Tributos até o consumidor final

A companhia explica que “até chegar ao consumidor são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis, além das margens brutas das companhias distribuidoras e dos postos revendedores de combustíveis”.

Os preços praticados nas refinarias da Petrobras são reajustados de acordo com a taxa de câmbio e a variação do preço internacional do petróleo, negociado em dólar.

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Reajustes em 2021

Desde janeiro, a Petrobras já reajustou três vezes o preço do diesel. E também quatro vezes o da gasolina. A gasolina, que tinha o valor médio de R$ 1,84 em 29 de dezembro, chega a R$ 2,48 com o reajuste que vigora a partir de amanhã.

Em 18 de janeiro, a estatal anunciou um aumento médio de R$ 0,15 para a gasolina e manteve o preço do diesel.

No dia 26 do mesmo mês, um novo reajuste elevou o preço nas refinarias em R$ 0,10 para a gasolina e em R$ 0,09 para o diesel.

Já em 8 de fevereiro, foi anunciado um aumento de R$ 0,17 para a gasolina e de R$ e de 0,13 para o diesel.

Alinhamento com o mercado internacional

No anúncio, a Petrobras afirma que o alinhamento dos preços ao mercado internacional é fundamental para garantir que o mercado brasileiro siga sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras.

Este mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020.

Preço final ao consumidor abaixo da média mundial

Conforme pesquisa da Globalpetrolprices.com abrangendo 167 países, o preço médio da gasolina ao consumidor final no Brasil está 17% inferior à média global. Além disso, ocupa a 56ª posição do ranking sendo, portanto, inferior aos preços observados em 111 países.

Para o diesel, em uma amostragem de 166 países, o preço final no Brasil está 28% inferior à média global e ocupa a 43ª posição do ranking, ou seja, inferior a 123 países.

Em ambos os casos, os preços médios no Brasil estão abaixo dos preços registrados no Chile, Argentina, Peru, Canadá, Alemanha, França e Itália.

Espaço para nova elevação de preço

A Ativa Investimentos rodou os modelos de defasagem e divulgou que ainda há espaço potencial de nova elevação de preço no curto prazo.

“Nosso melhor modelo aponta para um potencial reajuste, para cima, de mais 5%. Isso se dá uma vez que o preço da gasolina internacional segue sendo pressionado pelo preço do petróleo”, diz Guilherme Sousa, economista da Ativa Investimentos.

O economista ressalta ainda que a Petrobras pode não aumentar imediatamente os 5% que ainda faltam, mas que ainda há potencial para isso no curto prazo.

Por fim, sobre o impacto no IPCA, o economista-chefe da Ativa Investimentos, Étore Sanchez, explica que “tal magnitude de reajuste na refinaria afetaria as bombas apenas no terceiro decêndio de fevereiro, com grande parte do impacto no IPCA de março”.