Petrobras (PETR4) é autorizada pelo governo a importar gás da Bolívia

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: André Motta de Souza/Agência Petrobras

O Ministério de Minas e Energia autorizou nesta quarta-feira (28) a Petrobras (PETR4) a exercer atividades de importação de gás natural da Bolívia em volume total de até 10,08 milhões de metros cúbicos por dia.

A autorização, válida até o final de 2020, foi publicada pela pasta no Diário Oficial da União.

De acordo com a publicação, ainda há aval para importação adicional de até 1 milhão de metros cúbicos por dia. Este valor seria para uso no sistema de transporte.

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Demanda de usinas termelétricas

Conforme a informação do ministério, o gás a ser importado terá como mercado potencial o atendimento à demanda de usinas termelétricas com transporte através do gasoduto Bolívia-Brasil.

O local de entrega do insumo será na fronteira entre os dois países em Corumbá, no Mato Grosso.

A Petrobras deverá apresentar à Agência Nacional de Petróleo (ANP) relatórios sobre as operações de importação realizadas, incluindo volumes diários.

Vale (VALE3): auxílio a desalojados de Barão de Cocais 

O juíz de Barão de Cocais, em Minas Gerais, decidiu que a mineradora Vale (VALE3) terá que pagar auxílio emergencial mensal aos desalojados de suas casas por mais um ano. 

A princípio, os pagamentos começaram devido aos riscos de deslizamento da Barragem de Gongo Soco. 450 pessoas tiveram que sair de suas casas porque as estruturas da Barragem Sul Superior não tiveram aprovação técnica.

A decisão da Justiça foi tomada depois de uma audiência de conciliação da empresa com os moradores. Não se chegou a um acordo.

A Vale iniciou os pagamentos em meados de 2019, no valor de um salário mínimo mensal para cada adulto. Além disso, também havia meio salário mínimo para cada adolescente e um quarto de salário mínimo para cada criança da família.

Medidas de compensação

O pagamento foi feito até agosto. Em setembro, a Vale enviou petição à Justiça informando que não havia mais justificativa para a prorrogação do pagamento.

Além disso, a empresa se propôs a realizar medidas de compensação. Também apresentou dados dos processos de indenização individual definitiva.

A Justiça considerou que a Vale é uma das maiores mineradoras do mundo.

Portanto, os moradores de Barão de Cocais não podem ter seus estilos de vida alterados de forma abrupta por “fato desastroso imputável exclusivamente” à empresa.

Por fim, a Vale informou em nota que “continua atuando na reparação dos impactos causados e entende que a indenização dos danos individuais aos atingidos é a medida mais adequada para tanto”.