Petrobras (PETR4) aprova novo plano de saúde para funcionários, com gestão sem fins lucrativos

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Tânia Rego/Agência Brasil/Divulgação

A Petrobras (PETR4) informou, nesta quarta (29), que seu Conselho de Administração aprovou um novo modelo de gestão para a AMS – Assistência Multidisciplinar de Saúde.

A AMS é um plano de saúde pra funcionários. Segundo a companhia, é “meio da criação de uma associação civil, sem fins lucrativos, mantendo a modalidade de autogestão.”

Maior segurança empresarial

De acordo com a empresa, a alteração do modelo “visa dar maior segurança empresarial com tecnologia, governança e compliance, por meio de uma gestão profissional e com expertise em saúde suplementar”.

Explica a Petrobras: “O plano possibilita a melhoria da qualidade dos serviços e do atendimento aos beneficiários, assim como a maior transparência na sua administração, eficiência de custos e segregação de riscos.”

Não haverá alteração do benefício ou da sua abrangência com a transferência para o novo modelo de gestão, ressalta a Petrobras.

A estatal acrescenta: “Atualmente, a gestão da AMS é realizada pela área de Recursos Humanos da própria companhia – modalidade de autogestão por RH – e baseada em princípios de autossustentabilidade.”

E pontua: “Nesse modelo não há, por parte da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), exigências patrimoniais, uma vez que a gestão do benefício é interna, enquanto no modelo de autogestão por operador – no caso, uma associação civil – será necessária a constituição de garantias de acordo com as normas da referida agência.”

Aportes e garantias

A companhia avaliará, dentro da estruturação do plano de transição e implementação do novo modelo, “as
possibilidades de otimizar a realização dos aportes e garantias exigidas pela regulação para o adequado
planejamento deste custo.”

A Petrobras diz ainda que buscará um “valor presente do potencial de economia em 10 anos de pelo menos R$ 6,2 bilhões.”

“A obrigação de remensurar o passivo pós emprego nas demonstrações financeiras das patrocinadoras,
anualmente, permanecerá no novo modelo de gestão aprovado, conforme as regras CVM 695/12 (CPC 33R1)”, completa a nota.

Com a decisão do Conselho, a companhia vai estruturar o plano de implantação e transição pelos próximos
meses para uma nova aprovação interna na Petrobras.

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