Petrobras (PETR4) anuncia venda de campos terrestres no Ceará

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)

Crédito: Divulgação

A Petrobras (PETR4) informou, nesta sexta (14), que assinou com a SPE Fazenda Belém., subsidiária da 3R Petroleum, contrato para a venda da totalidade de sua participação nos campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, o Polo Fazenda Belém, na Bacia Potiguar, no Ceará.

O valor da venda é de US$ 35,2 milhões, diz nota da estatal divulgada hoje.

Desse montante, US$ 8,8 milhões foram pagos nesta sexta, acrescenta a petroleira.

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Outros US$ 16,4 milhões serão quitados no fechamento da transação.

Por fim, US$ 10 milhões serão pagos em doze meses após a conclusão da transação.

Petrobras: recursos em águas profundas e ultra profundas

“Os valores não consideram os ajustes devidos e estão sujeitos ao cumprimento de condições precedentes, como a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP)”, lembra a Petrobras.

“A operação está alinhada à estratégia de otimização do portfólio e à melhoria de alocação do capital da companhia, passando a concentrar seus recursos em águas profundas e ultra profundas”, complementa o comunicado.

O Polo Fazenda Belém

O Polo compreende os campos terrestres de Fazenda Belém e Icapuí, localizados no estado do Ceará, onde a Petrobras é detentora de 100% de participação.

“A produção média do Polo Fazenda Belém de janeiro a junho de 2020 foi de aproximadamente 803 barris de óleo por dia (bpd), informa a Petrobras.

Petrobras assina contrato de afretamento para Mero 3

A Petrobras comunicou, também nesta sexta, que assinou carta de intenção com a empresa MISC Berhad para afretamento e prestação de serviços do FPSO (sigla em inglês para floating production storage and offloading (unidade flutuante que produz, armazena e transfere petróleo) Marechal Duque de Caxias.

A unidade será instalado no campo de Mero, pertencente ao Bloco de Libra, no pré-sal da Bacia de Santos.

Capacidade de processamento

A operação faz parte do desenvolvimento da produção de sua porção sul, onde está localizado o Projeto Mero 3.

O FPSO de Mero 3 será a terceira unidade a ser instalada no campo de Mero e terá capacidade de processamento de 180 mil barris de óleo e 12 milhões de m3 de gás por dia.

Segundo a petroleira, os contratos de afretamento e de serviços terão duração de 22 anos e meio, contados a partir da aceitação final da unidade, prevista para o primeiro semestre de 2024.

Interligação

O projeto prevê a interligação de 15 poços ao FPSO.

Oito deles são produtores de óleo e sete, injetores de água e gás, através de uma infraestrutura submarina composta por dutos rígidos de produção e injeção, dutos flexíveis de serviços e umbilicais de controle.

“O consórcio de Libra pretende realizar na área de Mero 3, pela primeira vez, um teste-piloto da tecnologia HISEP®-High Pressure Separation (separação em alta pressão), desenvolvida e patenteada pela Petrobras”, diz o comunicado da empresa.

A tecnologia consiste em separação e reinjeção submarina, por meio do uso de bombas centrífugas,de boa parte do CO2 produzido junto com o petróleo

Isso permite “desafogar” a planta de processamento de petróleo no FPSO e, consequentemente, possibilita o aumento da produção de óleo.

O HISEP® está atualmente em fase de definição e de testes.

“Após a qualificação, um piloto poderá ser instalado em Mero 3 para realizar testes de mais longo prazo e avaliar a tecnologia”, explica a empresa na nota.

Campo de Mero

O campo de Mero é o terceiro maior do pré-sal e está localizado na área de Libra

A área é operada pela Petrobras (40%) em parceria com a Shell Brasil Petróleo Ltda. (20%), Total E&P do Brasil Ltda. (20%), CNODC Brasil Petróleo e Gás Ltda. (10%), CNOOC Petroleum Brasil Ltda. (10%) e Pré-Sal Petróleo S.A.(PPSA), que exerce papel de gestora desse contrato.

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