Petrobras (PETR3 PETR4) suspende viagens à China como prevenção ao coronavírus

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Divulgação/José Augusto Alves/Agência Petrobras

A Petrobras (PETR3 PETR4) informou, em nota, nessa quarta-feira (20), que suspendeu temporariamente, de forma preventiva, as viagens programadas à China, por conta da crise causada pelo novo coronavírus. Entretanto, a empresa pontuou que não houve alterações na programação de exportações. Ajustes logísticos, se necessários, serão sendo estudados.

Não só a estatal brasileira do petróleo. Outras empresas, pelo mundo todo, estão tomando medidas preventivas para evitar que seus profissionais possam ficar expostos ao novo coronavírus. A Vale foi uma delas.

A Folha de São Paulo informa que “além de empresas do setor calçadista, a fabricante de materiais elétricos WEG, uma das companhias com maior presença no país, orientou que viagens sejam feitas apenas depois de 8 de fevereiro. As unidades da WEG estão paradas, e a atividade será retomada apenas nessa data, seguindo a orientação das autoridades locais”.

No caso das estrangeiras, Startbucks, Facebook, LG, HSBC, Goldman Sachs, Honda e Nissan são algumas das que restringiram voos de funcionários para a região. A rede de cafeterias, inclusive, indicou que vai fechar mais de metade das lojas na China.

As companhias aéreas começaram a suspender voos para a China e região, com receio de ampliarem o problema.​

Parceria com a China

Com o leilão da cessão onerosa, ocorrido no segundo semestre de 2019, a Petrobras reforçou seu relacionamento com as empresas chinesas, que foram as únicas estrangeiras a dar lances naquele que chegou a ser chamado de “leilão do século”.

O estreitamento desse relacionamento faz com que a Petrobras tenha que ter mais contato com o país que enfrenta o surto do novo coronavírus e que já contaminou mais de seis mil pessoas em todo o mundo (números podem ser atualizados a todo instante).

Para se ter uma ideia, o vice-presidente da CNODC Brasil, Liu Chengbin, estima que no auge de produção no campo de Mero (ex-Libra) vai chegar a 40 bilhões de toneladas equivalentes de petróleo por ano, cerca de 750 mil barris diários.