Petrobras (PETR3 PETR4) projeta distribuir até US$ 35 bi em dividendos

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação / Petrobras

A Petrobras (PETR3 PETR4) detalhou nesta segunda-feira (30) o plano estratégico para o período entre 2021 e 2025, durante o Petrobras Day. A companhia planeja distribuir neste intervalo de tempo entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões em dividendos. 

Os dados mostram que esse valor é similar ao que é esperado arrecadar com a venda de ativos. Nos anos mencionados, a Petrobras quer levantar entre US$ 25 bilhões e US$ 35 bilhões. Além disso, o montante também é maior do que a meta de desinvestimentos do plano anterior, que era entre US$ 20 bilhões e US$ 30 bilhões.

A companhia já havia divulgado um corte de 27% nos investimentos em cinco anos para US$ 55 bilhões. O objetivo é preservar o caixa por consequência da queda da demanda e dos preços globais do petróleo decorrente da pandemia.

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O que você verá neste artigo:

Dividendos

Conforme o plano, a Petrobras prevê distribuir entre US$ 30 bilhões e US$ 35 bilhões até 2025 em dividendos.

Em 2022, a Petrobras quer atingir a meta de redução da dívida bruta, chegando a menos de US$ 60 bilhões. Desta forma, conseguiria iniciar a nova política de pagamentos de dividendos. 

A diretora executiva de finanças e relacionamento com investidores, Andrea de Almeida, disse em conferência com analistas que a companhia pode pagar dividendos maiores.

“Até 2022, o foco maior será na desalavancagem. Ou seja, acreditamos que os pagamentos de dividendos vão ser maiores após 2023. A concentração [de pagamento de dividendos] vai estar mais voltada para os anos após 2023, depois de atingirmos uma dívida bruta de US$ 60 bilhões”, afirmou a diretora.

Desinvestimentos

Conforme o plano, oito refinarias foram destacadas dentro do programa de desinvestimentos. Entre elas, fatias na petroquímica Braskem, BR Distribuidora, na distribuidora de gás Gaspetro e térmicas.

Além disso, também incluíram no programa de alienação ativos de produção em terra e águas rasas.

A Petrobras deve começar a vender os ativos nos próximos meses. Em 2020, de janeiro a setembro, a companhia conseguiu alavancar apenas US$ 1 bilhão com desinvestimentos. Parte do valor deve vir da venda das refinarias em curso.

Por outro lado, somente cinco refinarias continuarão no portfólio. Estas estão na região Sudeste e produzem 1,5 milhão de barris de óleo por dia (bpd). Atualmente, com as refinarias que estão no processo de venda, são processados 2,2 milhões de bpd.

Produção

De acordo com o plano, a estatal terá um salto na sua exportação de petróleo no período de 2021 a 2025. O valor vai para 891 mil bpd, ante média de 445 mil bpd entre 2015 e 2019. A previsão se baseia nos investimentos que serão feitos no campo do pré-sal.

Petrobras

Divulgação/Petrobras Day

Além do mais, as vendas de petróleo no mercado doméstico vão cair para 1,252 milhão de bpd nos próximos cinco anos. Conforme os dados da Petrobras, a média durante 2015 e 2019 foi de 1,348 milhão de bpd.

Brent

A Petrobras também projetou o valor do barril de petróleo tipo Brent entre 2021 e 2022 em média de US$ 45. Entretanto, a expectativa da empresa é que chegue aos US$ 50 em 2025 e mantenha estabilidade no longo prazo.

É a segunda vez este ano que a empresa divulga prévia do preço do barril, em razão da queda do preço causada pela pandemia de Covid-19. A companhia trabalha com preço de equilíbrio de US$ 20 por barril.

O valor está acima do estimado no primeiro trimestre de 2020. Anteriormente, a Petrobras previa US$ 30 em 2021 e US$ 35 em 2022. A previsão original era que só chegaria na média de US$ 45 em 2024. Agora, de acordo com a divulgação, a estratégia considera a taxa de câmbio real em R$ 5,50 para 2021.

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