Petrobras (PETR4) aumenta preço da gasolina em 10% nas refinarias

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Reprodução / Facebook / Petrobras

A Petrobras (PETR4) informou nesta quarta-feira (13) que vai aumentar em 10% o preço médio da gasolina nas refinarias, a partir de quinta-feira (14).

É o segundo aumento do combustível este mês. Em 7 de maio, a estatal elevou em 12% o preço de venda às distribuidoras.

O diesel S10 e S500, por sua vez, se mantém sem alteração.

Não se sabe ainda qual será o impacto desse aumento nas bombas dos postos para o consumidor final.

Isso porque, segundo a própria Petrobras, a composição do preço médio, em 13 capitais e regiões metropolitanas, é composto de distribuição e revenda (19%), impostos e contribuições federais como CIDE, PIS/PASEP e COFINS (18%), imposto estadual ICMS (32%), custo do etanol anidro (12%) e a parte operacional da empresa estatal (19%).

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Composição da gasolina

Ao abastecer o carro no posto, o consumidor adquire a gasolina “C”, uma mistura de gasolina “A” com Etanol Anidro.

A gasolina produzida pelas refinarias é pura, sem etanol. As distribuidoras compram gasolina A das refinarias da Petrobras e o etanol anidro das usinas produtoras – a Petrobras possui participação em algumas usinas.

As distribuidoras misturam esses dois produtos para obter a gasolina “C”, dentros dos critérios regulamentados por lei.

A proporção de etanol anidro nessa mistura é determinada pelo Conselho Interministerial do Açúcar e do Álcool (CIMA), podendo variar entre 18% e 27%: gasolina comum e aditivada tem 27% de etanol anidro e a premium, 25%.

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Outros combustíveis

O diesel não terá alteração, de acordo com a Petrobras. O combustível teve queda de 10% nas refinarias em 25 de abril último. Desde o início da pandemia, a queda do preço médio do diesel é de 22%.

Já com relação ao etanol, de acordo com levantamento da ValeCard, empresa especializada em soluções de gestão de frotas, obtido pelo portal Eu Quero Investir, o preço médio do etanol recuou 11,93% (oscilação de R$ 3,218 a R$ 2,834) no país, na primeira quinzena de abril, em comparação com todo mês de março.

A baixa significativa de preço, inclusive da gasolina, decorre de sucessivas reduções de valor promovidas pelas refinarias da Petrobras. Agravado pela queda abrupta de consumo, por conta da pandemia, o valor desse combustível já baixou 48%, desde janeiro de 2020.

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Petrobras divulga teaser de termelétricas a óleo

A Petrobras informou também, nesta quarta (13), que iniciou a etapa de divulgação (teaser) referente à venda de quatro usinas termelétricas.

Três delas estão localizadas em Camaçari-BA e são movidas a óleo combustível.

Uma outra, de bicombustível (óleo diesel ou gás natural), fica em Canoas-RS (UTE Canoas).

As principais etapas posteriores do processo de venda serão informadas oportunamente ao mercado, diz a estatal.

“Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os seus acionistas”, acrescenta o comunicado da empresa.

As usinas

“As unidades do Polo Camaçari são ativos de titularidade da Petrobras e englobam as usinas Arembepe, Bahia 1 e Muricy, com potência total instalada de 329 MW”, informa a Petrobras.

As usinas operam com óleo combustível e têm possibilidade de conversão para operação a gás natural.

A unidade de Canoas é um “ativo de titularidade da Petrobras e possui potência instalada de 249 MW”.

A usina é bicombustível (gás natural e óleo diesel), possuindo, portanto, “potencial ganho operacional com a expansão esperada da malha de gasodutos e/ou novos terminais de regaseificação”.

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Acordos de equalização em Lula, Atapu e Sépia (RJ)

A Petrobras divulgou ainda que assinou Acordos de Equalização de Gastos e Volumes (AEGV) com as empresas consorciadas das jazidas compartilhadas de Lula, Atapu e Sépia, no Rio de Janeiro.

Os acordos tiveram aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Diz a Petrobras: “Eles resultaram na definição das participações proporcionais de cada uma das empresas nas jazidas compartilhadas, o que requer um reequilíbrio entre receitas e gastos por cada parte desde o início dos contratos de concessão e cessão onerosa”.

A tabela abaixo indica a participação da Petrobras nesses contratos e nas jazidas compartilhadas.

Participação da Petrobras nas jazidas compartilhadas

A Petrobras e as empresas parceiras, e suas afiliadas, assinaram AEGVs para equalização “entre os gastos incorridos e a receita obtida com os volumes produzidos até a data da efetividade das jazidas compartilhadas de Lula, Sépia e Atapu.”

No processo de equalização de gastos de volumes nas três jazidas, a Petrobras pagará às demais consorciadas e suas afiliadas US$ 472 milhões — segundo a empresa, valor “ainda sujeito a atualização de taxa de câmbio e financeira até a data de liquidação, o que ocorrerá no 2º trimestre de 2020”.

A jazida compartilhada de Lula compreende:
– o Contrato de Concessão BM-S-11 (campo de Lula), operado pela Petrobras (65%), em parceria com a Shell (25%) e com a Petrogal Brasil S.A.(10%);
– o Bloco Sul de Tupi do Contrato de Cessão Onerosa (campo de Sul de Lula), operado pela Petrobras, que detém 100% de participação;
e a área não Contratada que pertence à União Federal, representada pela Pré-Sal Petróleo –PPSA no AIP, “conforme previsto na Lei 12.351/2010”.

A jazida compartilhada de Atapu engloba:
– contrato de Concessão BM-S-11A (campo de Oeste de Atapu), operado pela Petrobras (42,5%), em parceria com a Shell (25%), Total (22,5%) e Petrogal BrasilS.A.(10%);
– o Bloco Entorno de Iara do Contrato de Cessão Onerosa (campo de Atapu), operado pela Petrobras, que detém 100% de participação;
– e a Área não contratada que pertence à União Federal, representada pela Pré-Sal Petróleo –PPSA no AIP, conforme previsto na Lei 12.351/2010.

A jazida compartilhada de Sépia envolve:

– o Contrato de Concessão BM-S-24 (campo de Sépia Leste), operado pela Petrobras (80%), em parceria com a Petrogal BrasilS.A.(20%);
-e o Bloco Nordeste de Tupi do Contrato de Cessão Onerosa (campo de Sépia), operado pela Petrobras, que detém 100% de participação.

 

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