Petrobras anuncia fase vinculante da venda de dois campos terrestres

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
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Crédito: Paulo Whitaker/Reuters

A Petrobras divulgou, nesta sexta (3), comunicado a respeito da fase vinculante da venda de sua participação nos campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, na Bacia de Sergipe-Alagoas. Os habilitados para essa fase vão receber carta-convite com instruções sobre o processo de venda.

Diz a nota da estatal: “A Petrobras, em continuidade ao comunicado divulgado em 02/12/2019, informa o início da fase vinculante referente à venda de sua participação nos campos terrestres de Dó-Ré-Mi e Rabo Branco, pertencentes à Concessão BT-SEAL-13, localizados na Bacia de Sergipe-Alagoas.”

“Os habilitados para essa fase receberão carta-convite com instruções sobre o processo de desinvestimento, incluindo orientações para a realização de due diligence e para o envio das propostas vinculantes”, completa a nota da companhia.

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Os campos Dó-Ré-Mi e Rabo Branco

Os campos Dó-Ré-Mi e Rabo Branco foram adquiridos em 2005. O de Rabo Branco produz óleo leve desde 2012, com média diária de produção de petróleo em 2018 que atingiu 161 barris por dia.

O campo de Dó-Ré-Mi dispõe de dois poços descobridores de gás, “ainda sem produção comercial”.  Os dois campos, lembra a estatal, “contam com cobertura total de sísmica 3D”.

A Petrobras detém 50% dessa concessão em parceria com a Petrogal Brasil, “que é a operadora e detém os 50% restantes.”

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As ofertas deverão ser feitas por campo, separadamente.

A Petrobras explica: “A presente divulgação está de acordo com as diretrizes para desinvestimentos da Petrobras e com as disposições do procedimento especial de cessão de direitos de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo, gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos, previsto no Decreto 9.355/2018. Essa operação está alinhada à otimização do portfólio e à melhora de alocação do capital da companhia, visando à maximização de valor para os nossos acionistas.”