PETR4, VALE3 e B3SA3 puxam recomendações para julho

Naiana Oscar
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Vale/Divulgação

Julho começa com o mercado atento a uma possível segunda onda de Covid-19.

Os investidores também estão preocupados com as incertezas em relação a uma retomada mais consistente da economia.

Ao divulgar as recomendações de ações para este mês, as corretoras levaram em conta esses fatores.  

Ferramenta ajuda na escolha de suas ações de acordo com balanços

Três papéis se destacam nas carteiras de oito corretoras analisadas: Vale (VALE3), Petrobras (PETR4) e B3 (B3SA3).  

Para os analistas da Planner, o mercado deve voltar em julho as atenções agora para os efeitos do isolamento social.  Também estão no radar os próximos resultados trimestrais.

O cenário para o mês de julho ainda é de elevada volatilidade, dizem os profissionais da Guide. Eles citam a pandemia como principal foco, mas também destacam a cena política local, com os desdobramentos da prisão de Fabrício Queiroz.  

Na avaliação da Mirae Asset, no entanto, o Ibovespa deve mostrar mais um mês de recuperação. A expectativa é de que a movimentação seja capaz de reduzir parte das perdas acumuladas no ano, que rondam os 18%. 

Confira as três ações que puxaram as recomendações das corretoras no mês de julho. 

Vale (VALE3): aposta de julho 

A valorização do minério de ferro no mercado internacional e a maior demanda da China pela commodity colocam a Vale em posição de destaque nas recomendações do mês de julho.

Além disso, também contam a seu favor estratégias adotadas pela  empresa para reduzir custos e endividamento. 

Esses fatores podem compensar os riscos de curto prazo. Entre eles, os analistas citam danos de imagem e provisões para pagamento de multas e indenizações. 

Recentemente, a Vale anunciou o  desembolso de uma linha de US$ 5 bilhões de crédito rotativo. Na avaliação dos analistas da Ativa, isso lhe dá musculatura para vencer os desdobramentos da Covid-19 nos próximos trimestres.  

Questões ambientais ainda são fatores de risco Foto: Reprodução Vale

Questões ambientais ainda são fatores de risco às ações Foto: Reprodução Vale

No primeiro trimestre, a receita líquida da mineradora foi de R$ 31,3 bilhões.  O resultado financeiro foi fortemente afetado pela valorização do dólar.

Com isso, a empresa registrou lucro líquido de R$ 984 milhões. Em 2019, no mesmo período, a Vale teve prejuízo de R$ 6,4 bilhões em 2019. 

A expectativa da Planner, que incluiu a Vale em sua carteira de julho, é de que a companhia  apresente resultados positivos no segundo trimestre.

Segundo os analistas, a Vale será beneficiada pelos  preços do minério de ferro, acima dos US$ 100 por tonelada no período. 

Na avaliação da Mirae Asset,  o impacto da Covid-19 pode atrapalhar no curto prazo  a nova política de remuneração aos acionistas.

“Mas logo adiante a Vale irá se transformar numa das melhores pagadoras de dividendos em nosso universo de empresas cobertas”, afirmam os analistas. 

Petrobras (PETR4): de olho na venda de ativos  

A avaliação é de que no curto prazo as ações da Petrobras devem seguir com alta volatilidade.

Petrobras PETR4

Mercado aposta na política de desinvestimento da companhia Foto: Agência Petrobras

Os papéis serão impactados pelos desdobramentos das tensões de Rússia e Arábia Saudita, que negociam um possível acordo para a redução da produção de petróleo . 

Ainda assim, a visão do mercado segue positiva para a empresa. Entre os fatores que explicação a recomendação estão a continuidade da venda de ativos e o avanço do projeto de desinvestimento das refinarias.

O objetivo da companhia é focar seu portfólio em ativos de maior rentabilidade. 

No primeiro trimestre, a Petrobras registrou prejuízo de  R$ 48,5 bilhões. O resultado foi reflexo do isolamento social da população a partir de março. A alta do dólar também influenciou.  

B3 (B3SA3): IPOs a caminho?   

Com a taxa básica da economia em 2,25%, a expectativa é que os números operacionais da B3 continuem fortes, principalmente no segmento de ações e futuros. 

bolsa de valores. B3 (B3SA3)

Juros baixos favorecem as ações da B3 Foto: Divulgação

A Guide ressalta que espera ver IPOs e follow ons voltando no segundo semestre, mesmo que em ritmo menor.  

“No longo prazo, acreditamos que a B3 continuará diversificando sua atuação no mercado brasileiro, por meio de novos produtos e serviços”, afirmam os analistas.