Peste Suína Africana faz exportações de carne suína brasileira bater recorde

Suelen de Paula
Jornalista e escritora. Apaixonada por livros, filmes, cultura, e, surpreendemente, maravilhada pelo mundo do agronegócio também.
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Crédito: Skeeze/ Pixabay

A Peste Suína Africana (PSA) pegou de surpresa a região da Ásia e acabou delimitando alguns números relacionados ao consumo. De acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), devido à isso, o Brasil bateu recorde de exportações da proteína em 2019. Ao total, foram embarcadas 750,3 mil toneladas. O resultado representa um acréscimo de 16,2% em relação ao ano de 2018, quando foram embarcadas 646 mil toneladas.

A Ásia, o maior continente afetado por focos da Peste Suína Africana, foi um dos grandes responsáveis pelo acréscimo nas exportações do último ano. A China foi a maior consumidora de carne suína do mundo, importando 248,89 mil toneladas. O volume é 61% superior ao total de 2019. Além disso, o Vietnã também aumentou suas importações em 82,6%.

Outros dados

Segundo informações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) as exportações de carne bovina e suína deve subir 40% e 30%, respectivamente, quando comparado com 2017 – ano em que a Peste Suína Africana ainda não tinha se alastrado – com 2019.

O Impacto da Peste Suína Africana no mercado de ração animal

Para a produção global de ração animal, a Peste Suína Africana foi de forte influência para uma redução. A pesquisa anual de alimentos para animais, a Alltech Feed Survey, da Alltech, estima que a tonelagem internacional de ração animal teve uma queda de 1.7%. Neste caso, a PSA também teve forte impacto, devido ao declínio de suínos na região Ásia-Pacífico.