Pesquisadores da USP criam ventilador pulmonar de baixo custo

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Pexels

A USP, por meio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), está desenvolvendo um ventilador pulmonar para auxiliar no tratamento dos pacientes infectados pelo coronavírus.

O protótipo, batizado de Inspire, poderá ser fabricado somente com componentes disponíveis no mercado brasileiro.

Dessa forma, além de propiciar uma rápida produção pela disponibilidade de insumos locais, o custo também será mais acessível.

Enquanto um ventilador pulmonar convencional custa em média R$ 15 mil, o Inspire deve sair por cerca de R$ 1 mil.

O professor Raul González Lima, especialista em Engenharia Biomédica e um dos coordenadores do projeto diz que “Por suas características, o projeto vai viabilizar a construção de alguns milhares de ventiladores a partir de três semanas, e ter milhares produzidos em cinco semanas”.

Além disso “Esses equipamentos [hoje comercializados] dependem de muitos componentes importados, e nem todos estão em estoque na quantidade necessária. Os componentes podem não chegar a tempo para fazer essa produção”, disse Lima. As informações são da Agência Brasil.

O ventilador pulmonar em desenvolvimento pela USP é do tipo aberto, ou seja, não precisa de linhas de ar comprimido. Isso acaba sendo um diferencial já que, devido ao grande número de pacientes, poderá haver falta de ar comprimido nos hospitais.

“Possivelmente faltarão linhas de ar comprimido nos leitos de hospital, o que torna necessário o bombeamento de ar para o paciente, na hipótese da indisponibilidade. É uma demanda crítica e pontual, e depois essa tecnologia pode ser usada em áreas remotas, em que um hospital não esteja próximo”, disse o professor Lima.

Robôs

Além do projeto de ventilador pulmonar, a USP testa também a possibilidade de usar robôs no teleatendimento de pessoas com suspeita de coronavírus.

“O departamento de gastroenterologia da Faculdade de Medicina da USP chegou para a gente com demanda de proteger colaboradores contra a possibilidade de contaminação daqueles pacientes que chegam da rua com sintomas. Procuramos uma solução colocando um funcionário ou enfermeira por trás de uma telepresença para fazer essa triagem”, explicou a coordenadora do projeto, a médica Lilian Arai.

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Os robôs estão sendo testados também para “televisitas”, ou seja, para as situações onde o paciente está impedido de receber visitas.