Pesquisadores apostam: coronavírus no Brasil terá propagação maior do que projeção inicial

Paulo Amaral
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Crédito: Jasni Ulak / EyeEm / Getty Images

A propagação do coronavírus no Brasil pode ser maior do que as projeções iniciais. A afirmação foi feita por pesquisadores da USP, UFRJ e UnB após a conclusão de um estudo sobre a Covid-19.

De acordo com material publicado pelo Estadão Conteúdo, os especialistas de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília se uniram e descobriram que a velocidade de propagação do coronavírus no Brasil está maior do que a esperada.

A consequência dessa maior rapidez no contágio é um alcance também maior no número de infectados do que o projetado nos primeiros estudos.

De acordo com o Ministério da Saúde, até quarta-feira havia 2.433 casos registrados no Brasil e 57 mortes, apontando um aumento de 10% nos infectados e 24% nos óbitos em relação ao dia anterior.

Segundo a nota técnica, assinada por Afrânio Kritski, Guilherme Werneck, Rafael Galliez, Roberto Medronho (UFRJ), Mauro Sanchez, Ivan Zimmermann (UnB) e Domingos Alves (USP), Rio, São Paulo e Brasília formam o eixo de disseminação do coronavírus para outras regiões.

Fórmulas para reduzir o contágio

Na visão do pool de pesquisadores das três universidades federais, há duas maneiras de desacelerar a propagação do coronavírus e brecar a corrente de contaminação.

A primeira delas é a supressão, que consiste justamente no isolamento social como forma de reduzir o número de casos.

A supressão já foi adotada em grande parte dos Estados brasileiros e, por meio de quarentena, obriga comércio e serviços não essenciais a permanecerem fechados.

Já a mitigação, segunda maneira de conter o rápido contágio, é a preferida do presidente Jair Bolsonaro, e prevê o isolamento apenas dos casos suspeitos.

A mitigação, por si só, segundo os pesquisadores, não impede a propagação, mas reduz o nível de demanda da assistência médica.

Dessa forma, coloca dentro do sistema de saúde somente os que realmente precisam, evitando o temido colapso citado pelo ministro Henrique Mandetta no início da pandemia.

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