Pesquisa XP mostra piora na avaliação do governo Bolsonaro

Rodrigo Petry
Editor-chefe, com 18 anos de atuação em veículos, como Estadão/Broadcast, InfoMoney, Capital Aberto e DCI; e na área de comunicação corporativa, consultoria e setor público; e-mail: rodrigo.petry@euqueroinvestir.com.
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Crédito: Twitter

Uma pesquisa realizada pela XP/Ipespe e divulgada nesta sexta-feira (03) mostra uma piora na avaliação do presidente Jair Bolsonaro.

Conforme a pesquisa, 28% dos entrevistados consideram a atuação do presidente Bolsonaro boa ou ótima, contra 42% que atribuem avaliação ruim ou péssima.

Estes dados da pesquisa de hoje são os menores, no caso da atuação boa ou ótima, e os piores, no quesito ruim ou péssimo.

No início de março, a avaliação positiva de Bolsonaro era de 30% e a negativa, de 36%.

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Coronavírus

A atuação dos profissionais de saúde é a que tem melhor avaliação no enfrentamento à crise. São 87% os que dizem avaliá-la como ótima ou boa.

Entre agentes públicos, Luiz Mandetta e o Ministério da Saúde são os mais bem vistos pela população: 68% têm avaliação positiva e 7%, negativa.

Para Paulo Guedes e Ministério da Economia, os números são 37% e 18%.

A ação do Congresso é ótima ou boa para 30% e ruim ou péssima para 25%, e a de Bolsonaro, positiva para 29% e negativa para 44%.

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Em relação aos governadores, o ótimo/bom passou de 26% para 44%, e o ruim/péssimo, de 27% para 15%.

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Sobre os impactos da crise nas finanças pessoais, 82% acreditam que serão afetados, sendo que metade da população relata já ter sofrido algum impacto.

Os entrevistados foram questionados ainda sobre o isolamento social preconizado pelo Ministério da Saúde: 80% concordam que esta é a melhor forma de tentar evitar a contaminação pelo vírus.

Sobre a sugestão do presidente Jair Bolsonaro de limitar o isolamento aos idosos e vulneráveis, 60% discordam parcial ou totalmente, enquanto 34% concordam com parte ou com toda a declaração.

E 62% acreditam que o isolamento acabará em até cerca de 1 mês.

A pesquisa ouviu 1.000 entrevistados, entre os dias 30 e 31 de março e 1º de abril. A margem de erro é de 3,2 pontos percentuais.