Pesquisa prevê maiores investimentos em mercados emergentes

Paulo Amaral
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Foto: Imagem/reprodução/expertinvestimetos

Os investimentos em países considerados “emergentes” podem aumentar nos próximos cinco anos, apesar do terrível cenário causado pela Covid-19.

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De acordo com uma pesquisa realizada pela Vontobel Asset Management junto a 300 investidores institucionais e gestores de grandes fortunas, 95% dos investidores pretendem manter o nível de exposição a emergentes, reduzir as alocações ou aumentar sua exposição mais lentamente do que o planejado.

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“Não é de surpreender que o impacto (da Covid-19) esteja no topo da lista de riscos, mas questões como tensão comercial e nacionalismo econômico seguem de perto”, escreveu Axel Schwarzer, chefe da Vontobel, em comunicado que acompanhou a pesquisa.

Emergentes devem crescer em cinco anos

Apesar da incerteza e dos medos que circulam os investidores no curto prazo, dentro de um período de cinco anos cerca de dois terços dos investidores consultados esperam aumentar suas alocações de ações de mercados emergentes.

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Outra parcela, de quase seis em cada dez,  preveem maior exposição à renda fixa, conforme pontuado na pesquisa recém-publicada.

China deve puxar recuperação dos emergentes

A previsão da recuperação dos países emergentes é mais pessimista do que a das economias mais conhecidas, mas, em relação à China, o cenário é diferente..

De acordo com a pesquisa o país deve puxar a recuperação dos emergentes, com um crescimento de 1% ainda este ano e uma alta de 8,2% em 2021.

Para contrastar o cenário, a economia da América Latina deve perder 9,4% em 2020 e crescer apenas 3,7% no próximo ano, segundo as projeções mais recentes do Fundo Monetário Internacional (FMI).

O órgão, aliás, em um artigo assinado por duas de suas principais executivas, avaliou que a crise financeira causada pelo coronavírus ainda está longe de acabar.

Kristalina Georgieva, diretora-gerente do órgão, e Gita Gopinath, economista-chefe do fundo, ressaltaram que a cooperação multilateral segue necessária para garantir suprimentos adequados, assim que a vacina for desenvolvida.

“À medida que os confinamentos vão sendo suspensos em várias partes do mundo e as empresas voltam a abrir, há uma recuperação acentuada do consumo, da produção e do emprego, mas a crise está longe de ter acabado”, alertaram.

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