Pesquisa Industrial Regional: setor avança em 10 de 15 localidades em novembro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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A Pesquisa Industrial Mensal Regional (PIM – Regional) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a produção industrial cresceu em 10 dos 15 locais pesquisados em novembro.

Na última semana, o IBGE havia divulgado que a produção do país teve avanço de 1,2%, sendo esta a sétima alta consecutiva.

pesquisa industrial regional

Reprodução/IBGE

Oito localidades superaram o patamar pré-pandemia, de fevereiro. Foram elas:

  • Amazonas (14,9%)
  • Santa Catarina (9,5%)
  • Ceará (7,5%)
  • Minas Gerais (6,2%)
  • São Paulo (6%)
  • Paraná (5,9%)
  • Rio Grande do Sul (5,2%)
  • Pernambuco (1,8%).

Em novembro, os locais que assinalaram os crescimentos mais intensos foram Bahia (4,9%), Rio Grande do Sul (3,8%) e Amazonas (3,4%). O estado nordestino volta a crescer após recuar em outubro (-0,1%). Foi a terceira influência positiva no resultado geral, além de maior taxa no absoluto.

“Esse aumento em novembro na Bahia foi impulsionado pelo resultado do setor de celulose e do setor de bebidas”, afirma o gerente da pesquisa, Bernardo Almeida.

Já a produção industrial gaúcha, segunda influência positiva e também segundo maior resultado no absoluto, registra a sétima alta consecutiva. O acumulado é de 67% entre maio e novembro.

De acordo com Bernardo, o Rio Grande do Sul contou com boa participação do setor de couro. Também de artigos de viagens e calçados. Já o Amazonas, com a alta em novembro influenciada pelo setor de bebidas, eliminou a queda de 0,7% registrada em outubro.

Pesquisa Industrial Regional: São Paulo cresce 1,5% em novembro

São Paulo, que exerce a maior influência no resultado da indústria nacional, cresceu 1,5% em novembro, após o recuo de 0,5% em outubro e cinco meses de crescimento entre maio e setembro, quando acumulou alta de 47%. “Como nos últimos meses, as influências positivas na indústria paulista foram do setor de veículos e do setor de máquinas e equipamentos”, diz Bernardo.

Região Nordeste (2,9%), Santa Catarina (2,8%), Ceará (1,7%), Rio de Janeiro (1,6%) também mostraram avanços mais intensos do que a média nacional (1,2%). Paraná (1,2%) e Minas Gerais (0,6%) completam os locais com alta

Entre as quedas, Pará (-5,3%) e Mato Grosso (-4,3%) apontaram as maiores negativas. O estado do Norte teve a maior queda em termos absolutos e foi a principal influência negativa no mês. “É a terceira taxa negativa consecutiva da indústria paraense. A perda acumulada é de 10,4%”, registra Bernardo. Ele cita como influências negativas o setor extrativo, que concentra cerca de 88% da produção, e o de alimentos.

Já o Mato Grosso voltou a recuar após crescer 0,8% em outubro. Os principais componentes foram alimentos e de derivados do petróleo e biocombustíveis. Os outros três locais que apresentaram queda em novembro foram Pernambuco (-1,0%), Espírito Santo (-0,9%) e Goiás (-0,9%).