Ibope mostra Bolsonaro e Collor “empatados” após um ano de mandato

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.

Crédito: Reprodução/República de Curitiba

A popularidade do presidente Jair Bolsonaro após seu primeiro ano de mandato está bastante semelhante à registrada para Fernando Collor, que exerceu a presidência entre 1990 e 1992, até sofrer impeachment.

Segundo dados divulgados pelo Ibope e divulgados pelo Estadão Conteúdo, a aprovação a Bolsonaro após os primeiros 12 meses é de 29%, enquanto a de Collor, depois do mesmo período no governo, foi de 27%.

O empate, na verdade, é técnico, pois os institutos de pesquisas normalmente dão dois pontos percentuais, para cima ou para baixo, como margem de erro em qualquer relatório divulgado.

Mais similaridades

A última pesquisa Ibope mostra outros dados que apontam similaridades entre os governos de Fernando Color e de Jair Bolsonaro.

Segundo levantamento divulgado neste sábado (21), ambos começaram o mandato com taxa de satisfação um pouco inferior a 50%, mas, com pouco mais de quatro meses no governo, ela diminuiu nos dois casos: 12 pontos percentuais para Collor e 14 para Bolsonaro.

As polêmicas envolvendo os primeiros meses de mandato do ex e do atual presidente da República também foram salientadas na reportagem.

O Estadão Conteúdo lembrou que Collor, eleito em 1989, anunciou medidas econômicas logo após a posse, entre elas o congelamento de Cadernetas de Poupança.

Bolsonaro, por sua vez, não confiscou dinheiro da população, mas tem, ao lado dos filhos, entrado em diversas brigas, não somente políticas, mas também ideológicas.

A reportagem lembra que a crise política que atingiu Collor culminou com sua saída da presidência 933 dias após assumir o governo.

Lado positivo

A última parte do conteúdo publicado acaba deixando as semelhanças com Collor de lado e mostra que a atual avaliação positiva de Bolsonaro é comparável a de outros governos apenas em momentos mais avançados do mandato presidencial, geralmente durante crises políticas agudas.

O Estadão Conteúdo lembra que Dilma Rousseff, por exemplo, só atingiu esse patamar durante os protestos de junho de 2013, com dois anos e meio de mandato. No mês seguinte às manifestações, as taxas somadas de “ótimo” e “bom” de seu governo caíram de 55% para 31%.

Até mesmo Luiz Inácio Lula da Silva, que ao terminar o segundo mandato foi aclamado por sua popularidade em todo o planeta e chamado de “mais popular da terra” por Barack Obama, já viu sua avaliação positiva cair ao patamar de Bolsonaro.