Pesquisa CNI aponta queda no otimismo com a retomada; veja opinião sobre abertura dos estabelecimentos

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.

Crédito: Reprodução/Pixabay

O otimismo do brasileiro com a retomada da economia está diminuindo devido ao recrudescimento da pandemia e à demora com a campanha de vacinação.

É o que aponta a terceira edição da pesquisa “Os brasileiros, a pandemia e o consumo”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em parceria com o Instituto FSB.

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Dentre os entrevistados, 71% consideram que a economia vai levar, pelo menos, um ano para se recuperar. Em julho de 2020, o total era de 61%.

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recuperação da economia

Reprodução/CNI

Esse sentimento impacta os hábitos de consumo e foi influenciado pela vacinação: 83% dos entrevistados consideram o ritmo de vacinação no Brasil lento e 35% das pessoas que ainda não foram imunizadas não têm expectativa de serem vacinadas esse ano.

Dados oficiais mostram que apenas 13,2% da população foram vacinadas. Do total de entrevistados pela pesquisa, 9% já tomaram a primeira dose da vacina e 6%, as duas doses.

“Só a imunização em massa da população contra a doença recolocará o Brasil no caminho da retomada da economia, do dinamismo do mercado consumidor e na rota dos investimentos”, defende Robson Braga de Andrade, presidente da entidade.

recuperação da economia

Reprodução/CNI

Para a pesquisa, foram entrevistadas 2.010, entre 16 e 20 de abril deste ano.

Elas responderam dentre outras coisas, sobre o impacto da pandemia nos salários, sendo que 14% admitiram que perderam totalmente a renda, 32% tiveram redução, e 41% mantiveram os ganhos.

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Outro tema polêmico levantado no estudo foi o posicionamento quanto à reabertura dos estabelecimentos. Para 61%, o comércio de rua deve ficar aberto. No entanto, a abertura de escolas e universidades divide opiniões. Ao passo que a reabertura de salões de beleza, shoppings, academias, bares e restaurantes e cinemas e teatros é rejeitada pela maioria. Confira abaixo.

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