Perspectiva é de mais uma semana de volatilidade – Morning Call

Filipe Teixeira
Colaborador do Torcedores

Crédito: reprodução/ferandogoes

Mais uma semana pesada e de forte volatilidade, esse é o panorama inicial com o coronavírus ainda longe de estar sob controle na China: o número confirmado de mortes já se encontra em 910, superando a SARS (774) e a MERS (Síndrome Respiratória do Oriente Médio), que fez 898 vítimas entre 2012 e 2019. O número de infectados, ultrapassou a casa dos 40 mil.

O Partido Comunista da China, o PCC, bloqueou a reabertura de fábricas e as pequenas e médias empresas da região de Wuhan permanecessem fechadas.

A inflação chinesa em janeiro, avançou 5,4% em relação ao mesmo mês em 2019, superando os 4,5% registrados em dezembro, enquanto a expectativa era por uma leitura de 4,9%.

O sentimento de que a velocidade de contágio do coronavírus, cobrará seu custo em relação à economia mundial é crescente, ainda que não se saiba dimensionar, o real tamanho do impacto: O JP Morgan cortou de 4,9% para 1% sua previsão de crescimento para a China neste primeiro trimestre.

Por aqui, a agenda de indicadores segue disputando a atenção com a divulgação de balanços. Amanhã, a ata do Copom deve manter a certeza em torno do final do ciclo de cortes na Selic, com o mercado aguardando por maiores indicativos sobre quando o Banco Central projeta o aumento dos juros, se é que projeta.

Os principais indicadores da semana são as vendas no varejo (quarta-feira), o índice de serviços medido pelo IBGE (quinta-feira) e o IBC-Br (sexta-feira), são todos referentes ao mês de dezembro.

Enquanto a inflação, que nesta semana tem divulgada suas primeiras prévias em fevereiro, deve seguir muito bem ancorada, o mesmo não se pode dizer do dólar: em seu pico histórico desde o início do plano real, a moeda norte-americana se valorizou também em escala global, respondendo ao payroll forte e é claro, à busca por proteção em relação ao coronavírus e a correção em relação ao novo corte na Selic. Por hora, o Banco Central tem deixado o jogo correr livre.

O colunista Lauro Jardim, publicou neste domingo que Rodrigo Maia quer inserir a taxação de grandes fortunas no texto da Reforma Tributária, além de acabar com os benefícios fiscais à Zona Franca de Manaus, o que seria desejo também, do ministro Paulo Guedes.

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