Perfin vê oportunidades em meio aos exageros causados pelas crise

Osni Alves
Jornalista (2007); Especializado em Comunicação Corporativa e RP (INPG, 2011); Extensão em Economia (UFRJ, 2013); Passou por redações de SC, RJ e BH (oalvesj@gmail.com).
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Crédito: Perfin comprou B3 (B3SA3) na baixa e agora marca posição, diz Sabanai

Reforçando a ideia de que enquanto uns choram outros vendem lenço, a Perfin Asset Management aproveitou a crise para comprar papéis da B3 (B3SA3) e agora carrega posição.

De acordo com o gestor Alexandre Sabanai, a empresa “namorava” há tempos lguns ativos B3. “Adquirimos a um valor superbaixo e agora aguardamos a valorização, que já começou”, disse, em live daEQI Investimentos.

Na mesma linha, a Perfin também comprou papéis da Iguatemi (IGTA3), a administradora de shoppings cujo segmento foi um dos mais afetados com os impactos do coronavírus.

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A aquisição leva a entender que a Perfin acredita na retomada econômica, bem como na força do grupo Iguatemi em suportar, superar e performar nos meses à frente.

Fundada em 2007, a Perfin é uma gestora focada em ações e administra R$ 3,5 bilhões.

Veja a entrevista completa:

Dois sinais precedem a crise

De acordo com Sabanai, toda crise é precedida por dois sinais. O primeiro diz respeito à euforia pré-crise que pode durar mais ou menos tempo.

Quanto à crise atual, “o primeiro sinal foi a aceleração do fluxo do investidor gringo que colocou dinheiro no Brasil, começou a aportar em meados de 2016, e no ano passado acelerou o movimento de venda”, disse.

E acrescentou: “o perfil desse investidor gringo é muito de hedge funds. Trata-se de um investidor especulativo e oportunista ao mesmo tempo.”

Segundo Sabanai, esse investidor se desfez de um montante expressivo, vendendo entre R$ 60 e R$ 70 bilhões em posições ao longo de, basicamente, três meses.

Isso porque as estratégias quantitativas também se baseiam em volatilidade. “Das últimas semanas pra cá, a gente já vê que a venda marginal acabou e até se enxerga algumas poucas compras”, frisou.

Já o segundo pilar é referente às posições dos fundos multimercados (fundos macro) que ao longo dos últimos três anos eram formados por fundos ou gestores que tradicionalmente ganhavam muito dinheiro com dólar.

“Nos últimos anos, eles tiveram que aumentar exponencialmente suas exposições em ações, pois quando a Bolsa começa a despencar, aumenta muito a volatilidade e os gestores macro começam a comprar”, ressaltou.

A Perfin na crise atual

Conforme Sabanai, do começo de março ao meio de abril a gestora gastou quase todo caixa em nomes onde já mantinha posição.

No começo de abril reduziu em quase 25% os nomes que mantinha, e incorporou novos ativos.

“Vemos o cenário atual quase como um alinhamento global de depressão ou retração da atividade que eu só conseguiria explicar se fosse uma guerra de proporções transcontinentais”, disse, em relação à pandemia.

Quanto ao aspecto positivo que a crise pode gerar, ele elencou a evolução exponencial na tecnologia, bem como na medicina e ciência.