Pedro Cerize: saiba mais sobre um dos gestores mais conhecidos do mercado brasileiro

Carla Carvalho
Graduada em Ciências Contábeis pela UFRGS, pós-graduada em Finanças pela UNISINOS/RS. Experiência de 17 anos no mercado financeiro, produtora de conteúdo de finanças e economia.
1

Crédito: Reprodução/Instagram

Pedro Cerize, um dos gestores mais conhecidos do mercado financeiro brasileiro, conversou recentemente com aEQI Investimentos. A seguir, confira as principais partes do bate papo no qual ele contou a sua história e a sua visão do mercado.

Quem é Pedro Cerize?

Pedro é mineiro e foi para São Paulo estudar aos 17 anos. Começou no mercado financeiro em 1991, tendo passado por corretoras e bancos.

Praticidade e precisão, saiba quais melhores investimentos e como melhorar rentabilidade de suas ações

No final de 2000, deu início ao projeto da Skopos Investimentos. Desde então, é o gestor da empresa que, basicamente, sempre foi uma casa voltada para ações.

História da Skopos Investimentos

A Skopos nasceu em 2001 e, durante muito tempo cresceu bastante, chegando a ter R$ 1,8 bi sob gestão, entre 2007 e 2008. A partir de 2011, a empresa reduziu a atuação e passou a administrar principalmente os recursos dos sócios.

Atualmente a gestora se encontra em um período de transformação. Nesse sentido, adotou outras estratégias que não somente envolvessem ações, mas sim um plano de alocação de carteira como um todo.

De acordo com Cerize, quando não encontra produtos no mercado, a Skopos cria os próprios. Um exemplo é o fundo de ações Blue Birds, disponível na plataforma do BTG Pactual.

Qual a estratégia do fundo Blue Birds?

Segundo Pedro, o Blue Birds é um fundo de ações tradicional, sem compromisso de estar atrelado ao Ibovespa. Por isso, a carteira reflete as convicções da Skopos sobre os setores e empresas nos quais decidiu investir.

Ou seja, a opinião de gestão da Skopos está expressa na estratégia do Blue Birds. Inclusive, desde 2020, a performance do fundo é melhor do que o Ibovespa.

Tendências do mercado de investimentos

Nesse sentido, Cerize destaca as mudanças que ocorreram no mercado nos últimos anos. “Basicamente, nos últimos 10 anos, o agente autônomo tirou milhões de pessoas dos bancos que estavam mal atendidas e passou a dar um atendimento muito melhor. Os agentes autônomos mais bem preparados sabem que, no futuro, a perspectiva é de que se trabalhe com margens menores. No entanto, isso não será necessariamente ruim para a indústria de fundos. Isso porque a menor remuneração será compensada por volumes cada vez maiores e eficiência maior também”, explica o gestor.

Para ele, com toda a digitalização, o custo de se manter clientes e carteiras acaba reduzindo bastante. Por isso, mesmo com a redução dos percentuais de remuneração, dá para ser bem remunerado nessa profissão.

Outro ponto que Cerize ressalta é a importância de um atendimento personalizado e de qualidade. Nesse sentido, o gestor faz uma analogia a companhias de seguros, que prezam pelo atendimento direto do corretor aos clientes.

“Todo esse ecossistema terá que trabalhar muito para atender bem os agentes autônomos. Isso porque esses profissionais têm um grande poder de influência junto aos clientes. Em última instância, as corretoras de investimentos não conseguem diferenciar tanto assim os seus produtos. É justamente no atendimento que o cliente vai perceber a diferença”, conclui.

Para saber mais sobre as perspectivas do gestor para a economia no próximo ano e, também, sobre o fundo Blue Bird, disponível no BTG Pactual, acesse o vídeo da entrevista no Instagram do CEO da EQI, Juliano Custodio.