Pedidos por seguro-desemprego nos EUA vêm abaixo da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Os novos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos voltaram para patamar inferior a 1 milhão de reivindicações nesta semana. Ficaram em 881 mil, ante 1,011 milhão da semana anterior (revisados de 1,006 milhão anunciados anteriormente).

O resultado veio melhor do que o aguardado pelo mercado, que era de 950 mil novos pedidos.

Desde o início da crise do coronavírus nos EUA, em março, foram 22 semanas com mais de 1 milhão de pedidos e apenas duas com leitura inferior a este número (em 13 de agosto, o registro foi de 971 pedidos).

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A semana mais crítica foi a de 28 de março, quando as reivindicações atingiram o recorde de 6,86 milhões.

Antes desta crise, o teto nos pedidos de seguro-desemprego tinha ocorrido em 1982, com 650 mil reivindicações.

A informação foi divulgada nesta quinta-feira (3), pelo Bureau of Labor Statistic (BLS), do Departamento de Trabalho americano.

Reprodução/BLS

Expectativa quanto ao payroll

Amanhã (4) será divulgado o payroll, folha de pagamentos oficial não agrícola, que complementará o panorama sobre a retomada do emprego.

Ontem (2), o Relatório Nacional de Emprego, reportou a criação de 428 mil novos postos de trabalho nos EUA em agosto, ante 212 mil de julho (ajustados de 167 anunciados anteriormente). A projeção do mercado era por número maior: 950 mil.

Seguro-desemprego segue em discussão no Congresso

Democratas e republicanos ainda seguem sem uma definição quanto ao pacote de auxílio financeiro à população na pandemia, que inclui o novo valor do seguro-desemprego.

Os interesses eleitorais atrapalham as negociações, já que a eleição para a presidência acontece em novembro.

O benefício de US$ 600 semanais foi pago até o final do mês de julho. Desde então, o que vale são os US$ 400 semanais determinados por ordem executiva do presidente Donald Trump – US$ 300 pagos pelo governo federal, e US$ 100 complementados pelos estados.

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