A PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 133/2019, mais conhecida como PEC Paralela, vista como solução dos congressistas para incluir Estados e municípios na nova Previdência, não terá vida fácil para ser aprovada na Câmara.
Segundo o jornal Correio Braziliense, a proposta tem encontrado resistência porque o governo não pagou as emendas parlamentares prometidas aos deputados para garantir a aprovação do texto que modifica as aposentadorias.
Os partidos de Centro sugeriram a retirada dos “penduricalhos” do Senado para tornar a medida palatável, mas, se isso ocorrer, a PEC Paralela pode deixar o clima entre Câmara e Senado, já pesado por causa das discussões sobre a prisão após condenação em 2ª instância, ainda mais tenso.
Um dos líderes do Centrão, não identificado pela reportagem do Correio, afirmou que o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tem interesse em colocar o texto em pauta, mas que há a possibilidade de a tramitação da PEC Paralela ficar para o ano que vem para garantir que as arestas se aparem e o clima esfrie.
“Da forma que ela está, o clima que está, na minha modesta opinião, esse negócio fica para o ano que vem. Todos temos convicção e certeza de que Maia deseja colocar em pauta. Sabemos da importância, mas o clima está muito ruim”.
Wellington Ribeiro, líder do PL, concordou com o clima tenso e os problemas existentes entre Câmara e Senado. Segundo ele, a promessa do governo era liberar R$ 3 bilhões em emendas. Em sua visão, reformas mais amenas, como a dos militares, também tiraram a força do projeto.
“Se acontecer, a PEC Paralela vai ser um benefício econômico de R$ 340 bilhões. Há um confronto grande na condição social, com o que aprovamos em relação aos servidores e em relação à população mais humilde. Não podemos ir contra a nossa consciência”.
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