Núcleo do PCE, indicador de inflação adotado pelo Fed, sobe 3,1% na base anual, acima da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Divulgação

A inflação ao consumidor nos Estados Unidos, medida pelo PCE, acelerou acima da projeção em abril.

O núcleo do PCE, medida preferida do Federal Reserve (Fed) para acompanhar a variação dos preços, e que exclui os itens voláteis, como alimentos e energia, subiu 3,1% na base anual, ante 1,9% de março. A expectativa era por leitura de 2,9%.

Na base mensal, o aumento foi de 0,7%, ante 0,4% do mês anterior e projeção de 0,6%.

O PCE cheio subiu 3,6% na base anual, ante consenso de 3,5%.

As informações foram divulgadas pelo Departamento do Comércio Americano.

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Segundo o relatório, a leitura reflete a demanda reprimida com a reabertura da economia e as restrições de oferta.

A renda pessoal diminuiu US$ 3,21 trilhões (13,1%) em abril. As despesas de consumo pessoal aumentaram US$ 80,3 bilhões (0,5%). A redução na renda pessoal refletiu principalmente uma redução nos benefícios sociais do governo.

Segundo a equipe do BTG Pactual (BPAC11), a aceleração nos preços ao consumidor observada nos últimos meses é reflexo dos impactos do pacote fiscal de incentivo à retomada da economia norte-americana. Além disso, o forte ritmo de vacinação nos EUA está permitindo a flexibilização das medidas de restrição de mobilidade social, o que estimula a demanda interna e adiciona maior pressão sobre os preços.

Para o banco, o resultado pouco acima da projeção, corrobora o diagnóstico dos dirigentes do Fed de que a alta nos preços pode ser temporária e que a revisão da taxa de juros só deve ocorrer em 2024, ou quando o país alcançar o pleno emprego.

PCE

Reprodução/BEA