Payroll frustra mercado e cai para 199 mil vagas, bem abaixo da projeção

Matheus Gagliano
Jornalista formado em 2007. Possui mais de 15 anos de experiência em jornalismo econômico e corporativo. Passou por veículos especializados como Brasil Energia e Canal Energia e pelo Jornal do Commercio, do Rio de Janeiro. Além de passagens por veículos como Record TV do Rio, jornal O Dia e Diário Lance.
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Crédito: Reprodução/Shutterstock

O payroll, relatório de empregos não-agrícolas dos Estados Unidos (EUA) frustrou as projeções e registrou 199 mil novos empregos criados no mês. A projeção era de 400 mil novos postos de trabalho.

De acordo com o Departamento do Trabalho, no mês anterior, foram criadas 249 mil vagas. Os números de novembro foram revisados para cima. Inicialmente, o resultado era de criação de 210 mil novos empregos.

A pesquisa ADP, uma prévia do payroll, havia apontado uma criação de 807 mil postos de trabalho nos EUA em dezembro de 2021, acima da projeção do mercado por 400 mil e acima também do resultado de novembro, que foi de 505 mil – revisados dos 534 mil anunciados anteriormente.

Payroll: taxa de desemprego é item positivo

O salário médio pago por hora cresceu 4,7% em dezembro, acima da projeção de 4,2%. Porém, ficou abaixo do registrado em novembro, que foi de 5,1%, em dados revisados.

A taxa de desemprego, por sua vez, caiu 0,3 ponto percentual para 3,9%. O número de pessoas desempregadas caiu para 6,3 milhões de trabalhadores. A previsão era de taxa de desemprego em 4,1%, sendo então o único dado positivo do relatório.

Em fevereiro de 2020, antes da pandemia da covid-19, o desemprego estava em 3,5% e o número de desempregados chegava a 5,7 milhões de pessoas.

Taxa de juros

Apesar do payroll, as apostas quanto à alta de juros nos EUA seguem mantidas. Isto porque a taxa de desemprego veio positiva.

ata do Fomc considerou que poderia ser preciso elevar juros mais cedo e a um ritmo mais rápido do esperado, considerando especialmente as perspectivas para inflação e emprego.

O BTG Pactual (BPAC11) aposta em quatro subidas de juros ao longo de 2022, começando com 0,25 ponto porcentual em março, logo após a reunião do Federal Reserve (Fed).

Ontem (6), os novos pedidos de seguro-desemprego mantiveram a tendência observada nas últimas semanas, no nível pré-pandemia e próximo ao patamar mais baixo da série histórica, apesar de terem vindo acima da projeção.