Payroll surpreende e mostra criação de 2,5 milhões de vagas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Surpresa positiva para o mercado na divulgação do payroll americano, folha de pagamento oficial que contabiliza os empregos não-agrícolas no país. Em maio, foram abertas 2,5 milhões de vagas nos Estados Unidos, quando a projeção do mercado indicava a perda de 8 milhões de postos de trabalho em maio.

A taxa de desemprego ficou em 13,30%, bem menor do que a aguardada, de 19,50%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (5) pelo Bureau of Labor Statistics dos EUA.

O resultado já influencia as bolsas. O pré-mercado de Nova York disparou, com Dow Jones futuro indo para +1,79%; S&P para +1,17%; e Nasdaq para +0,21%.

O Ibovespa futuro também acelerou a alta para 2,72%, batendo os 96 mil pontos.

“A expectativa do mercado era por milhões de empregos dizimados. E, inesperadamente, criou-se 2,5 milhões de empregos. É uma notícia muito positiva que o mercado não esperava”, afirma Pablo Spyer, da Mirae Asset.

Prévia do payroll

Na quarta-feira (3), foi divulgado o Relatório Nacional de Emprego dos Estados Unidos, calculado pelo ADP Research Institute e pela Moody’s Analytics. Apontado como prévia do payroll, o indicador veio bem diferente dos dados oficiais. No relatório, foi apontada a perda de 2,760 milhões de vagas em maio.

A diferença entre o relatório da ADP/Moody’s é que o relatório contabiliza apenas vagas no setor privado não-agrícola. Já o payroll também inclui na contagem os funcionários públicos.

Pedidos por seguro desemprego

Outro indicador usado para mensurar o desemprego nos EUA são os novos pedidos por seguro-desemprego. Na última semana, eles vieram em linha com o aguardado pelo mercado. Ficaram em 1,877 milhões na semana encerrada em 30 de maio, segundo divulgação do Departamento de Trabalho norte-americano de quinta-feira (4). O mercado projetava 1,8 milhões.

Pela primeira vez, desde o início da crise do coronavírus, os pedidos registraram um montante inferior a 2 milhões de pedidos semanais. E eles confirmam a queda que vem sendo verificada semana a semana, desde o recorde de 6,86 milhões da semana encerrada em 28 de março.

Com o resultado, o montante de desemprego gerado pela crise do coronavírus ultrapassa os 42 milhões.