Payroll aponta criação de 1,763 milhão de vagas, acima da projeção

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

O payroll, folha de pagamentos não-agrícolas dos Estados Unidos, revelou a criação de 1,763 milhão de vagas de emprego em julho. O número veio acima dos 1,5 milhão aguardados pelo mercado. Mas bem abaixo dos 4,791 milhões de junho.

A taxa de desemprego nos EUA caiu 0,9 ponto porcentual, indo de 11,1% para 10,2%. Apesar do recuo, a taxa é quase três vezes o nível registrado antes da pandemia.

O número de desempregados caiu 1,4 milhão na comparação com o mês anterior. Mas ainda são 16,3 milhões de americanos sem trabalho.

O salário médio pago por hora subiu 4,78%.

As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (7) pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento de Trabalho. Segundo o relatório, as novas vagas foram abertas principalmente em negócios ligados a lazer e hospitalidade, dois setores fortemente atingidos pela pandemia de coronavírus.

payroll

Reprodução/BLS

Indicadores mistos sobre mercado de trabalho

Apesar de apontar a criação de postos de trabalho, o payroll indica uma desaceleração na retomada do emprego nos EUA, na comparação com junho. E isto tem relação direta com o novo avanço do coronavírus no país.

Esta semana, outros indicadores apontaram sinais mistos sobre o mercado de trabalho.

Na quarta (5), o Relatório Nacional de Emprego dos Estados Unidos, considerado uma prévia do payroll e calculado pelo ADP Research Institute e pela Moody’s Analytics, apontou a criação de 167 mil novos postos de trabalho nos EUA em julho, ante 4,314 milhões de junho (ajustado de 2,369 milhões anunciados anteriormente). No entanto, o payroll veio hoje bem acima destes 167 mil projetados.

Ontem (6), os novos pedidos de seguro-desemprego vieram abaixo da expectativa. Ficaram em 1,186 milhão, quando a expectativa era por 1,434 milhão. Com o resultado, o indicador retoma sua trajetória de queda, iniciada desde o recorde de 28 de março, quando as reivindicações chegaram a 6,86 milhões.