Guedes vê “boa vontade” do Congresso pela revisão do Orçamento de 2021

Paulo Amaral
Jornalismo é meu sobrenome: 20 anos de estrada, com passagens por grandes veículos da mídia nacional: Portal R7, UOL Carros, HuffPost Brasil, Gazeta Esportiva.com, Agora São Paulo, PSN.com e Editora Escala, entre outros.
1

Crédito: Reprodução/ Youtube

Paulo Guedes, ministro da Economia, disse que viu boa vontade dos envolvidos para que os excessos do Orçamento de 2021 sejam corrigidos antes da aprovação do Congresso.

Segundo o chefe da pasta, tanto o relator do Orçamento, senador Márcio Bittar, quanto os novos presidentes da Câmara (Arthur Lira) e do Senado (Rodrigo Pacheco) não “agiram de má fé”.

“Alguns excessos que ocorreram precisam ser removidos. Tenho certeza de que não foi nada de má-fé. É natural de um time que não jogou junto ainda. É natural que a soma das partes exceda o que era possível fazer. É da política. Disseram que havia desentendimento, mas estamos de acordo de que precisamos cumprir as exigências jurídica e política”.

A capital mundial dos investimentos vai invadir sua a casa! Click no link e faça sua inscrição gratuita para o evento

Guedes fez tal afirmação durante uma videoconferência promovida por uma gestora de investimentos. Segundo reportagem do Estadão/Broadcast, o ministro afirmou que “mesmo que se cortem até R$ 13 bilhões em emendas, poderia restar algum vício de origem no texto”.

“Há intenção de cumprir os acordos pela parte política. A palavra final deve ser de cunho jurídico, mesmo. O importante é que tem uma base parlamentar conversando sobre Orçamento e está todo mundo junto querendo resolver. Os acordos já tinham sido acertados, o problema foi muito mais na execução”, comentou, revelando que levará “um certo tempo” para revisar as 5 mil páginas do documento.

Paulo Guedes nega briga

De acordo com Paulo Guedes, não há qualquer clima de guerra entre a equipe econômica do governo e o Congresso Nacional sobre o Orçamento de 2021.

“Não é este o clima, de forma alguma. É muito mais um problema de coordenação da elaboração deste Orçamento. Estivemos conversando o tempo todo. Se a subestimação de despesa obrigatória fosse um pequeno erro de R$ 2 bilhões, R$ 3 bilhões, R$ 4 bilhões, poderia reduzir a estimativa inicial porque deve haver resultado positivo no programa de combate a fraudes. Mas não pode ser um número muito grande, para ser crível”, assegurou.

Segundo o ministro da Economia, as mudanças precisam ser juridicamente perfeitas e politicamente satisfatórias para que o orçamento fique redondo e dentro do que os cofres públicos podem aguentar.

“Os números de emendas saíram acima do que estava acertado com todo mundo, mas é tudo absolutamente republicano. São emendas que precisam se encaixar nos orçamento. É um exercício complexo, com muita gente envolvida, mas tem que valer os conceitos para que isso aconteça sem que se fure o teto”.

Segundo ele, o que muitos veem como briga é, na verdade, um pequeno desentendimento, mas em prol de um bem maior.

“Em toda informação, há dois componentes: o sinal do que realmente está acontecendo, e o que gente chama de barulho. Acho que nessa discussão, como em muitas outras, está se perdendo o conteúdo mais importante e se focando no barulho. As pessoas estão nervosas, irritadas, impacientes, e às vezes divulgam mais o barulho que o sinal”, concluiu