Guedes nega calote e diz que precatórios passarão por “pente fino”

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil

O Ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta-feira (30) que Renda Cidadã não pode ser financiado por um “puxadinho”. Ele reforçou o compromisso com o teto de gastos e assegurou que o programa será financiado com uma fonte permanente de recursos.

As informações são da Agência Brasil.

Na entrevista coletiva sobre a criação de empregos em agosto, o ministro falou da proposta de financiamento do Renda Cidadã. Ele disse ser necessário prestar um esclarecimento para “baixar o barulho” em torno da proposta.

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Conforme Guedes, o governo e o Congresso têm trabalhado cada vez mais afinados em torno do tema.

Receita permanente

A princípio, agentes do mercado financeiro entenderam que a proposta de financiamento era usar uma fonte transitória de recursos. Isto é, os R$ 38 bilhões originalmente destinados aos precatórios.

Guedes explicou que os recursos serão obtidos não com o calote aos recebedores dos precatórios, mas por meio de um pente fino que reduzirá os gastos com essa despesa.

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“Os precatórios são uma despesa que apresenta crescimento explosivo. Aparentemente, há uma indústria de precatórios no Brasil”, disse Guedes. “Esse gasto está sendo examinado estritamente com foco no controle de despesas. Ninguém vai botar em risco a liquidação de dívidas. O governo vai pagar tudo. O que a gente está fazendo é analisar a despesa e passar uma lupa nas demais”, concluiu.

Além disso, o ministro reforçou que o Renda Cidadã precisa ser financiado por uma receita permanente. “Não por um puxadinho, mas por um ajuste (em gastos obrigatórios)”, disse. “Não estamos nos desviando dos nossos programas”

Guedes negou que o futuro programa de transferência de renda fure o teto de gastos. Por fim, afirmou ter apoio do presidente Jair Bolsonaro. “O Congresso continua promovendo reformas e o presidente Jair Bolsonaro está apoiando a política econômica”, declarou o ministro.