Paulo Guedes: reforma deve ter tributos alternativos

Marco Antônio Lopes
Editor. Jornalista desde 1992, trabalhou na revista Playboy, abril.com, revista Homem Vogue, Grandes Guerras, Universo Masculino, jornal Meia Hora (SP e RJ) e no portal R7 (editor em Internacional, Home, Entretenimento, Esportes e Hora 7). Colaborador nas revistas Superinteressante, Nova, Placar e Quatro Rodas. Autor do livro Bruce Lee Definitivo (editora Conrad)
1

Crédito: Alan Santos/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, disse nesta quarta (23), em Brasília, que o país precisa de um programa de “substituição tributária” e de “tributos alternativos” para compensar a desoneração da folha de pagamento.

Guedes afirmou que a desoneração é necessária para a criação de empregos e renda para a população.

Acrescentou que essa é a prioridade do governo na retomada do crescimento “com responsabilidade fiscal”.

Guedes: reforma tributária

“Descobrimos 38 milhões de brasileiros que eram os invisíveis. Temos que ajudar essa turma a ser reincorporada ao mercado de trabalho. Por isso precisamos aprovar tributos alternativos para desonerar a folha e ajudar a criar empregos”, disse o ministro.

Guedes e o líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), deram declarações à imprensa após reunião com o presidente Jair Bolsonaro, no Palácio do Planalto, para discutir a reforma tributária.

De acordo com Barros, a equipe econômica está construindo um texto de reforma tributária que deve ser encaminhado na semana que vem à comissão mista que analisa o tema, após ser submetido aos líderes partidários.

Líder do governo: teto de gastos e as reformas

O líder do governo na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que o Executivo reafirmou seu compromisso com a manutenção do teto de gastos e com as reformas tributária, administrativa e do pacto federativo.

Barros participou de encontro com o presidente da República, Jair Bolsonaro, e informou que o governo deve encaminhar nas próxima semanas o restante do texto sobre a reforma tributária.

Gatilhos fiscais

Ele também explicou que uma proposta de consenso sobre o pacto federativo, que regulamenta gatilhos fiscais caso o teto de gastos seja ameaçado, deve ser apresentada nos próximos dias pelo relator da PEC, o senador Márcio Bittar (MDB-AC).

“A reunião foi para avaliar as alternativas para financiar os programas sociais e desonerar a folha de pagamentos. Estamos construindo um texto do pacto federativo onde estará o conceito do programa de renda mínima”, disse Barros.

“Queremos aprovar no final do ano”, completou.

Ricardo Barros destacou que não há previsão de proposta para aumentar a carga tributária.

“Nenhuma proposta que será encaminhada vai tratar dessa questão. Estamos buscando dentro do orçamento recursos para poder avançar nos programas e, se houver a necessidade, faremos uma substituição tributária. Mas não haverá aumento de carga tributária”, garantiu.

*Com Agência Câmara de Notícias
** Com Agência Brasil